O km 265, em Canoas, se destaca como o pior em toda a extensão da rodovia

Está no Rio Grande do Sul o trecho mais perigoso da BR-116 em todo o Brasil. Os 212 acidentes registrados no ano passado destacam o km 265, em Canoas, como o pior em toda a extensão da rodovia e o quarto com maior periculosidade entre todas as rodovias federais brasileiras.

Outro ponto gaúcho na mesma rodovia, distante apenas 15 quilômetros — o km 250, em São Leopoldo —, também está entre os piores do país em número de acidentes. O alerta está em um levantamento do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), com base em dados de 2007.

A partir de informações fornecidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Dnit realizou um estudo sobre os pontos críticos das estradas federais brasileiras. Cada local se refere a um quilômetro específico da rodovia que concentra acidentes pelos mais diversos motivos. O levantamento nacional aponta que, dos 128 mil acidentes do ano passado, quase a metade acontece nos trechos identificados.

Entre os 10 locais mais perigosos do país, estão os dois trechos gaúchos da BR-116 – uma rodovia com 4,3 mil quilômetros, que começa em Fortaleza (CE) e termina no município de Jaguarão. O primeiro deles, no km 265, em Canoas, na Praça do Avião, é o ponto da rodovia onde mais acontece acidentes, seguido do km 545, em São Paulo.

— Existe um afunilamento no sentido Interior-Capital. De quatro faixas, a pista passa para três. É o fluxo de Novo Hamburgo, São Leopoldo, da BR-386 e de Canoas passando nas horas de pico — avalia o inspetor Alessandro Castro, chefe de Comunicação Social da PRF no Estado.

Somente um alargamento da via, sem previsão para ser realizado, associado à construção da Rodovia do Parque (BR-448), poderia reduzir as ocorrências, segundo Castro.

O segundo ponto da BR-116 entre os piores do país, segundo o Dnit, fica no km 250, em São Leopoldo, nas sinaleiras de acesso à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Foram 190 acidentes em 2007 no local, um cruzamento que depende do respeito ao sinal vermelho para ser seguro. Segundo a PRF, os motoristas não esperam o verde para cruzar a BR, e os que estão na rodovia não reduzem diante do sinal amarelo.

— Somente uma elevada pode resolver isso. Cruzamento em rodovia regulado com semáforo sempre é problemático. Há previsão de início de obras em 2009, mas a conclusão deve demorar. Haverá muito transtorno durante os trabalhos — avisa Castro.

Para a PRF, não é novidade o problema na BR-116. Ela é a campeã em acidentes e concentra 40% das ocorrências em rodovias federais no Estado.