Empresários afirmam que número de acidentes pode aumentar no local, que fica após a serra

Donos de transportadoras estão receosos com a localização da praça de pedágio que está sendo construída em Garuva, no Norte de Santa Catarina. Segundo eles, a proximidade com a serra aumenta o risco de acidentes no local.

A explicação dada pelos empresários é de que o declive da pista causa o aquecimento das fitas de freio dos caminhões, tornando mais difícil parar o veículo. O trecho anterior ao pedágio tem 12 quilômetros de descidas e curvas na BR-376, com o uso constante dos freios até chegar ao pedágio na BR-101.

De acordo com as transportadoras, nem todos os caminhões passam por manutenção e, em muitos casos, não há freio-motor, o que dificulta ainda mais a diminuição da velocidade.

— Final de serra é onde os caminhões estão usando freio em excesso, que significa muito aquecimento. Muito aquecimento significa que caminhões não terão freio suficiente para parar — afirma Emilio Dalcoquio Neto, diretor operacional de uma transportadora.

Segundo a OHL, empresa responsável pelo pedágio e pela manutenção da rodovia, o local foi determinado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

— Mediante levantamentos técnicos e operacionais, o melhor local foi ali. Para ano que vem, vamos implantar a balança fixa antes da serra para coibir o excesso de carga. Nesse local vamos panfletar, conversar, instruir o pessoal que, se for descer, que desça com o freio-motor acionado, que é importantíssimo — diz o gerente operacional da OHL, Cesar Sass.