A obra de duplicação da AL-101 Sul — do trecho compreendido entre a ponte Divaldo Suruagy e a Barra de São Miguel — será iniciada em outubro, segundo informou o diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Ronaldo Lopes, nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, no Hotel San Marino, na Ponta Verde.

O anúncio foi feito durante a apresentação do projeto executivo de duplicação da rodovia, juntamente com engenheiros do órgão e técnicos responsáveis pelo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). A obra contempla 25,8 quilômetros de extensão da rodovia, está orçada em R$ 140 milhões, e o edital de licitação será lançado na próxima semana. A previsão de término é para 2010.

Segundo Lopes, o Estado já tem disponível na Caixa Econômica Federal um volume de R$ 10 milhões e mais R$ 15, 5 milhões, oriundos de emenda de bancada do Orçamento de 2008. A contrapartida do Executivo estadual é de 10%, totalizando uma injeção inicial de recursos no valor de R$ 27,5 milhões. O restante dos recursos serão provenientes do Ministério de Turismo, de emendas de bancada do orçamento de 2009, e possivelmente do novo Prodetur, que está sendo estudado pelo Executivo.

Ronaldo Lopes explicou que serão construídos na extensão da rodovia três viadutos – no acesso ao Detran, praia do Francês e na Barra de São Miguel. Já a duplicação da rodovia contemplará as pontes Divaldo Suruagy, Engenheiro Celso Araújo, Maceiozinho e rio Niquim.

Ronaldo Lopes explicou que a duplicação se dará pelo lado esquerdo da rodovia, a partir do Detran e, após Barra Nova, começa pelo lado direito. A mudança de lado, segundo ele, deve-se ao duto da Braskem. De acordo com ele, a obra incluirá também a construção de ciclovias na extensão da duplicação das três pontes e em toda a rodovia.

“Não vai constar desta licitação as ciclovias em toda a extensão da AL-101 Sul porque não estava prevista no projeto inicial e não podemos perder os recursos que já estão depositados na Caixa. O governador Teotonio Vilela Filho autorizou que o DER trabalhe com a ciclovia em toda a sua extensão e faremos a readequação do projeto — durante a obra – para cumprir essa determinação do governo”, reforçou.

O diretor-presidente do DER assegurou que o órgão — por meio de seu quadro técnico — vem cumprindo com todas as condicionantes que foram objeto de discussão em audiência pública e, também, no Conselho Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Cepram). Entre as contrapartidas exigidas pelos órgãos ambientais está a reposição de mangue, que for devastado por conta da obra.

“Ficou acordado que o DER vai repor três vezes mais a vegetação e mangue que forem devastados em conseqüência da duplicação da rodovia”, esclareceu Lopes, acrescentando que o Instituto de Terra de Alagoas (Iteral) já está fazendo o levantamento de toda a área e topografia para avaliar áreas passíveis de serem desapropriadas, para que o governo possa indenizar os proprietários. O governo já decretou, no fim do ano passado, que o trecho é de utilidade pública.