Nem a chuva atrapalhou a caminhada, que contou com orações e homenagens às vítimas da rodovia

A emoção marcou o primeiro dia da marcha pró-duplicação em território catarinense. Durante o percurso de seis quilômetros, entre os municípios de Passo de Torres e São João do Sul, no Sul do Estado, as lideranças dividiram o tempo entre orações e homenagens. Um dos pontos altos da caminhada ocorreu no local onde, no ano passado, morreu o vereador de Criciúma e um dos idealizadores deste movimento, Vilson Faraco. Depois das homenagens, as lideranças deixaram no local uma cruz, como o nome do vereador. “Foi um dos momentos mais emocionantes. Ele realmente mereceu a homenagem porque foi um dos homens que desde o primeiro momento esteve trabalhando pela duplicação e que, infelizmente, morreu em um acidente na BR-101”, comenta o deputado estadual Manoel Motta.

O início da marcha pelo Estado também foi marcado por muita chuva. O mau tempo, no entanto, não desanimou os integrantes da caminhada, que esperam muita mobilização por parte da comunidade em todos os municípios do Estado. “Foi o primeiro dia que a marcha enfrentou chuva, mas isso não foi problema, todos os integrantes marcharam com determinação e tenho certeza que será assim até o final. Em cada cidade do Estado que o movimento passa conquistamos novas adesões, demonstrando o quanto essa obra é importante”, afirma Motta. “Acho que o objetivo está sendo atingido”, avalia.

À exemplo do que vem ocorrendo em todos os municípios, desde o início da caminhada, a saída de Passo de Torres, ontem pela manhã, foi marcada por uma grande mobilização popular. Além de mostrar seu apoio ao movimento, a comunidade lembrou as vítimas da rodovia da morte. “Tivemos participação dos moradores, estudantes e também famílias de vítimas que aumentaram o coro pedindo agilidade ao governo”, relata o presidente da Câmara de Vereadores de Passo de Torres, João Delfino Joaquim. Hoje, às 9 horas, as lideranças deixam São João do Sul e seguem por mais oito quilômetros até o município de Santa Rosa do Sul, onde termina o segundo dia do movimento em solo catarinense.

Sacrifício compensado pelo apoio

Depois de caminhar mais de 100 quilômetros nos últimos oito dias, o presidente da Câmara de Vereadores de Içara, Wagner Pizzetti, garante que já está se acostumando com as dores pelo corpo. O vereador é o único integrante da marcha que participou de todas as etapas do movimento até agora. “Vou participar de todo o percurso. Só vou parar quando chegar em Palhoça, no dia 2 de abril”, afirma. Segundo ele, o sacrifício é grande, mas é compensado pelas manifestações de apoio que o grupo vem recebendo ao longo do caminho. “As pessoas vão para margem da rodovia nos aplaudir. Muitos oferecem água, trazem também suas faixas e seguem junto durante uma parte do caminho”, explica Pizzetti, que ressalta também o apoio dado por quem trafega pela 101. “Os motoristas também buzinam e dão sinais. Todos entendem que isso não é demagogia, é uma caminhada para deixar a rodovia mais segura”.

Mesmo tendo dividido o percurso em pequenas etapas diárias, Pizzetti alega que o tempo para descansar é curto, pois antes de ir para o hotel, é preciso planejar o evento do dia seguinte.

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