Lages/Correia Pinto – Esclarecedora do ponto de vista do repasse das informações acerca do contrato entre o Governo Federal e a empresa Autopistas Planalto Sul, concessionária do pedágio na BR-116 no trecho entre Curitiba (PR) e a divisa com o Rio Grande do Sul, mas frustrante com relação aos resultados dos pleitos e demandas da região. Assim podem ser resumidos os resultados da Audiência Pública realizada na Associação Comercial e Industrial de Lages (Acil) na noite de quarta-feira (24). Em pauta a busca por alternativas que contemplassem o interesse dos moradores de Lages e de Correia Pinto no que tange ao pedagiamento da rodovia, especialmente com relação à praça de cobrança que está sendo implantada próximo ao posto do vinho.

As autoridades presentes deixaram claro que a comunidade regional entende o pedágio como um “mal necessário” para melhorar as condições de trafegabilidade na rodovia. Por outro lado, cobraram da empresa concessionária uma flexibilidade maior na cobrança do pedágio para os habitantes das duas cidades que moram em um município e trabalham no outro, além dos estudantes que precisam trafegar diariamente pela rodovia. “Tem de haver uma forma, um acordo, uma alternativa para que essas pessoas não precisem pagar a tarifa inteira a cada vez que forem passar na praça de pedágio”, declarou o presidente da Acil, Roberto Amaral, lembrando que isso já acontece no Rio Grande do Sul.

Apesar dos pedidos veementes das lideranças, bem como do público presente à audiência, os representantes das empresas concessionárias não abriram mão da cobrança integral da tarifa, de R$ 2,54, que deverá ser cobrada sempre que algum veículo, caminhão, ônibus ou outro meio de transporte passar pela praça de pedágio em questão. A cobrança vai começar a acontecer até o final deste ano. O prazo inicial seria 15 de agosto. Mas, devido a atrasos na burocracia do Governo Federal em regularizar e liberar licenças para o uso das áreas utilizadas para a implantação das diversas praças, houve uma prorrogação.

Sem via marginal ou passarela – Outra decepção dos serranos e lideranças foi com relação à implantação de melhorias na rodovia, como vias marginais e paralelas nas vias urbanas, principalmente de Lages, sem falar na iluminação nos trevos, implantação de passarelas para pedestres e terceiras faixas. “Com exceção de melhorias no trevo de entroncamento entre a BR-116 com a BR-470, em São Cristóvão do Sul, e da implantação de terceiras faixas em pequenos trechos, não temos nenhuma dessas melhorias previstas no contrato de concessão para os municípios da região”, deixou claro Arnaldo da Silva Júnior, da Autopistas Planalto Sul. “Não temos como atender esses pleitos porque esse tipo de investimentos, ou mesmo diferenciação ou isenção na cobrança do pedágio, desequilibraria os cálculos de viabilidade do negócio para a empresa”, explicou.