Os empresários do Norte de Minas pretendem convencer o Governo federal a privatizar a BR-135, no trecho entre Montes Claros e a BR-040, o mais rápido possível, visando garantir a manutenção da rodovia. Uma mobilização neste sentido foi discutida na última quarta-feira, em Montes Claros, durante reunião com José Élcio Montese, diretor do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em Minas Gerais.
O empresário Jamil Curi, ex-diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) alegou ser viável a privatização da rodovia em razão do grande fluxo de veículos, sobretudo no trecho pretendido, conforme atesta projeto elaborado pela Agência de Desenvolvimento da Fiemg em 2001. A Associação Comercial e Industrial de Montes Claros proporá a formação de consórcio com empresas e entidades do Norte e Centro de Minas, regiões beneficiadas pela BR-135, para que ele assuma a exploração da rodovia, cobrando um valor de pedágio dentro da realidade regional.
A proposta do consórcio é defendida pelo empresário Marcelo Furtado, que vê esta medida como “melhor alternativa para garantir a recuperação da rodovia”. Pensando nisso, foi criado o grupo “Encontro das Estradas”, cuja tarefa é organizar esta discussão. Os primeiros entendimentos sobre o consórcio foram mantidos, após a reunião, pelos grupos empresariais Transnorte e Pavisan, representados pelos empresários Antônio Sarpori, Antônio Henrique Sarpori e Jamil Curi.
A situação precária da BR-135 será discutida até mesmo na Itália, pois recentemente um empresário daquele país, cuja identidade não foi divulgada no encontro, esteve no Norte de Minas e percorreu a rodovia, fotografando os pontos críticos. Ele está montando uma empresa moveleira em Montes Claros e expressou sua preocupação a autoridades locais com a infinidade de buracos que tomam conta da estrada. A informação é de Antônio Henrique Sarpori, presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Cargas do Norte de Minas (Sindinor).

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