Obra que vai agilizar transporte metropolitano sofreu vários atrasos e, agora, só será concluída em março

Com um atraso de pelo menos dois anos, as obras do Corredor Noroeste deverão estar prontas somente em março do próximo ano. A previsão é da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), que executou, até o momento, 85% dos projetos no trecho de 32,7 quilômetros de vias para agilizar o transporte intermunicipal na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

O cronograma de entrega das obras já foi adiado várias vezes por motivos diversos. O corredor — que faz a ligação entre os municípios de Campinas, Monte Mor, Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa e Americana — deveria estar pronto no final de 2006. Esse foi o prazo anunciado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em agosto de 2003. Na ocasião, a previsão era de iniciar as obras em maio de 2005 e concluir um ano depois.

Com algumas alterações no projeto, pedidos de autorização ambiental e conclusão da fase de licitação, o início da execução do projeto atrasou.

As primeiras intervenções para construir o Corredor Noroeste começaram apenas em setembro de 2006. Na ocasião, a execução estava prevista para o prazo de um ano, mas houve um contingenciamento no Orçamento estadual e pouco foi executado em três meses.

Com a posse do governador José Serra (PSDB), em janeiro de 2007, um novo cronograma de obras foi estabelecido. A meta, desde então, foi de finalizar o Corredor Noroeste em dezembro deste ano. Boa parte das obras foram realizadas, como o Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira e a Estação de Transferência Anhangüera (na Avenida Lix da Cunha).

Outras obras já estão prontas também, como a interligação da Avenida John Boyd Dunlop, em Campinas, com a Rodovia Jornalista Aguirre Proença (SP-101), conhecida como Campinas-Monte Mor, em Hortolândia. A EMTU finalizou também todas as obras dentro do município de Hortolândia, incluindo o Terminal Metropolitano, os corredores exclusivos para ônibus e as faixas para ciclistas. Houve duplicação e implantação de estações de embarque e desembarque nas avenidas Emancipação, Olívio Franceschini e Santana.

A EMTU informou, por meio da assessoria, que entraves, impasses e a burocracia encontrados em parte dos municípios para autorizar a execução das obras em alguns trechos do corredor atrasaram o cronograma em mais três meses e que a previsão é de concluir a obra em março de 2009.