Buracos estão em grande parte do trecho, causando risco aos motoristas

Trafegar pela RSC–471, que liga Santa Cruz do Sul a Sinimbu, se tornou um constante desafio. O péssimo estado de conservação do asfalto continua colocando em risco a vida dos motoristas, que são obrigados a desviar dos buracos. Empresas situadas às margens da rodovia também sofrem com a precariedade. Com os desníveis na pista, veículos apresentam problemas mecânicos e precisam ser encaminhados para conserto.

Nesta sexta-feira, a Gazeta do Sul percorreu os 21 quilômetros da estrada. Em alguns pontos, principalmente nas curvas, a situação é ruim. A buraqueira também está presente em grande parte das retas. Durante o trajeto, é possível perceber que os condutores invadem a pista contrária para desviar.

O aposentado Milton Faller, 77 anos, transita toda semana pela 471. “Em época de chuva fica pior”, observa ele, que se desloca para sua chácara em Sinimbu. Faller utiliza a rodovia há 40 anos e diz que essa questão só se agravou. “Está ficando quase como se não tivesse asfalto. Tem que se cuidar.”

Morador de Rio Pardinho, Altamir da Silva, 64 anos, nota que os automóveis andam freqüentemente na contramão por causa dos buracos. “Não sei como é que ainda não morreu gente aqui.” Durante o dia, na frente de casa, ele vende cestas confeccionadas com cipós. “De noite, a gente até fica assustado se um caminhão passa, por causa do barulho.”

MOTOCICLISTAS

O representante comercial Roque Konrad, 38 anos, também mora perto da estrada. Assim como Altamir, ele atesta que as condições do asfalto estão péssimas. “Não adianta só tapar buracos, tem que recapear”, reclama. Segundo o morador, os motociclistas precisam ter cautela ao passar pelo trecho que fica quase na frente da sua casa. “Se andar rápido, pode se envolvendo num acidente”, alerta.

Em nota de poucas linhas, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) disse que o órgão em Santa Cruz começou uma operação tapa-buraco. “Antes de aplicar a emulsão asfáltica, é necessário recompor a base no local a ser recuperado”, explica o coordenador de Comunicação, Fernando Kloeckner Noronha. “O que acontece é que, no início do trabalho, começou a chover. Daí não foi brita, foi base. Logo que o clima seco se estabilizar, a operação será retomada.”