A imprensa mineira deu destaque na última quarta-feira (22) a uma triste realidade: o trânsito mata três crianças por dia no Brasil. Uma pesquisa do Denatran em 13 estados mostra que, de 2000 a 2007, morreram 8 mil crianças no país em acidentes de trânsito e outras 180 mil ficaram feridas. São quase três mortes e mais de 62 vítimas de ferimentos a cada dia.

Para provocar uma reflexão sobre essa estatística, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que o tema do II Seminário de Trânsito, sediado em Barbacena, fosse “A criança no trânsito”.

O evento, promovido pela 13ª Companhia Independente de Meio Ambiente e Trânsito, é realizado no auditório da Faculdade de Medicina e reúne 350 participantes, entre profissionais da área, representantes de 56 municípios da região, professores e estudantes.

A coordenadora do programa de formação de mobilizadores da ONG “Criança segura”, Alessandra Françoia, foi uma das palestrantes do evento. A ONG representada por ela surgiu nos Estados Unidos em 1987. De lá para cá tornou-se rede mundial presente em diversos países. No Brasil suas atividades tiveram início em 2001 com sede em São Paulo, depois Curitiba e Recife.

Para Alessandra Françoia é fundamental a discussão do tema proposto pelo Contran. Ela afirma que “a criança é frágil, portanto está em maior risco no trânsito e não sabe nem mesmo como reagir diante dos riscos que ele traz. Esse fato nos faz responsáveis pela segurança das crianças”.

Alessandra explica ainda que os atropelamentos acontecem principalmente perto das escolas e que os condutores devem ser mais cuidadosos, principalmente nesses locais. “A responsabilidade dos motoristas nessa situação é a redução da velocidade, pois quanto maior ela for, mais chance a pessoa atropelada tem de morrer. Além disso, as crianças devem ser transportadas, ou com o cinto de segurança, ou no equipamento apropriado para o tamanho delas. Perder a vida de uma criança é um custo alto, pois perdermos uma vida produtiva e um pai e/ou mãe sãs na sociedade, porque é quase impossível viver com essa dor terrível, que é a morte de um filho”, avalia.