O excesso de velocidade ocupou a primeira posição no ranking das infrações cometidas no trânsito de Belo Horizonte em 2001, com metade do total de ocorrências. “Aumentou a incidência porque começamos a detectar mais, com o uso de radares a partir de 2000. A tendência é que diminua com o controle”, avaliou o diretor do Detran-MG, Otto Teixeira Filho, ao apresentar o balanço dos quatro anos do Código de Trânsito Brasileiro. Atualmente 30 radares fixos, seis radares móveis e dez detectores de avanço de sinal estão operando em Belo Horizonte e está em andamento um processo de licitação para instalação de redutores eletrônicos (lombadas) em locais com alto índice de atropelamento.
A segunda infração mais cometida na Capital é o estacionamento irregular, com 31% das ocorrências totais, seguida de uso de telefone celular ou fone de ouvido na direção, com 6%, e avanço de sinal vermelho, 4%.
Para diminuir as infrações, BHTrans, Detran-MG e Polícia Militar trabalham em diversas frentes, desenvolvendo campanhas educativas, combatendo o transporte clandestino, aplicando multas, sinalizando as vias públicas, vistoriando veículos e intensificando a operação e fiscalização de trânsito. Esse trabalho vem surtindo efeito, segundo a BHTrans. O órgão calcula que cerca de 70% dos 717.875 veículos da Capital não possuem nenhuma multa de trânsito. Do total, 20% possuem uma, 6%, duas e apenas 4% possuem três ou mais multas.
Cerca de 25 mil multas são registradas mensalmente em Belo Horizonte, de acordo com Hélio Rodrigues, diretor de Ação Regional e Operações da BHTrans. De janeiro a setembro de 2001, isso representou uma receita de R$ 19.146.000 (11.697.000 provenientes de multas eletrônicas, 6.370.000 de multas aplicadas por agentes da BHTrans e 1.079.000 de transferências do Estado), que foi aplicada na implantação e manutenção de sinalização, operação de tráfego, fiscalização, segurança e educação no trânsito.

CTB

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) completou quatro anos de vigência ontem com resultados positivos para o trânsito de BH, de acordo com balanço divulgado pela BHTrans, Detran-MG e Polícia Militar. O número total de acidentes com vítimas, por exemplo, passou de 11.154 em 1997, para 10.911 no ano passado. O número de vítimas fatais também diminuiu – passou de 383 em 1997 para 315 em 2001, o que corresponde a uma queda de 17,8%. No entanto, comparado ao ano de 2000, houve um aumento de 18 mortes no trânsito. “Mas o número da frota de veículos aumentou 5,6% nesse período. Passou de 679.727 em 2000 para 717.875 no ano seguinte”, ressaltou Otto.
A taxa de mortalidade para cada 10 mil veículos permaneceu inalterada entre os anos de 2000 e 2001. “A taxa de 4,4 ainda é muito alta, mesmo que menor que a registrada em 1997, que era de 6,3. O índice internacionalmente aceito é entre dois e três mortos para cada dez mil veículos”, avaliou Hélio. Já o número de atropelamentos passou de 4.129, em 2000, para 3.733, no ano passado. A redução de 9,6% representa um atropelamento a menos por dia.
“Os números ainda são muito altos, mas sinalizam uma redução de todos os índices”, avaliou Hélio Rodrigues. “Os índices eram crescentes, até 1997. Depois, com a implantação do novo código, houve uma estabilização e hoje há uma tendência de queda”, completou Wanderlei Ferreira Dias, tenente da 1ª Companhia Independente de Polícia de Trânsito.

DEIXE UMA RESPOSTA

Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
Por favor, digite seu nome aqui