Em protesto contra o sistema de transporte coletivo criado há dois anos pelo prefeito Alfredo Nascimento (PL), que semana que vem assumirá o Ministério dos Transportes, cerca de duas mil pessoas entraram na noite de segunda-feira em confronto com policiais do Batalhão de Choque na capital do Amazonas. Durante uma hora, os manifestantes, que protestavam contra a lentidão das linhas que servem o conjunto Nova Cidade, quebraram vidros de ônibus. Para conter a revolta, cerca de 200 policiais chegaram a atirar para o alto. Cinco pessoas ficaram feridas.

A promessa do atual prefeito com o Manaus Expresso, uma das principais bandeiras de campanha de Nascimento, implantada em dezembro de 2002, era melhorar a qualidade do serviço de ônibus. No entanto, os usuários reclamam da redução da frota em circulação, que provoca longos períodos de espera nos pontos, e da lotação excessiva dos veículos, além do fim das linhas que circulavam por dentro de bairros. As obras para implantação do novo modelo de foram iniciadas em 2001 e inauguradas antes de terminar.

A Câmara de Vereadores autorizou o prefeito a investir R$ 140 milhões, mas não se sabe ao certo quanto foi gasto. No início deste ano, os usuários também protestaram contra o reajuste do preço da passagem de R$ 1,50 para R$ 1,80, revogado depois pela Justiça.

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