Depois de a DaimlerChrysler, de São Bernardo, anunciar a abertura de 175 vagas neste mês, a General Motors e a Volkswagen informaram na terça-feira que vão reforçar a linha de produção com mais 120 funcionários.

A GM, que já havia admitido 130 pessoas desde o início do ano, abriu cerca de 70 vagas neste mês. Já a Volkswagen informou que acertou com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o retorno de 50 funcionários que estavam no CFE (Centro de Formação e Estudos) para o trabalho na fábrica de São Bernardo.

Mas, ao mesmo tempo em que contrata, a GM discute com os empregados a terceirização da área de manuseio (pessoal que opera empilhadeiras para abastecer a produção), que tem 350 funcionários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano.

Em relação às novas vagas, a companhia de São Caetano informou ao Diário que faz admissões para fazer ajustes de forma a equilibrar produção e demanda, mas comunicou que não há nenhuma definição em relação à terceirização. O vice-presidente do sindicato, Francisco Nunes, disse que a entidade discute com a empresa para que os 350 da área de manuseio sejam realocados em outras áreas.

Volkswagen – A realocação de 50 funcionários do CFE para a linha de produção da Volks seria por conta de um aquecimento do mercado automotivo, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A empresa não confirma que o motivo seja um aquecimento da demanda e informa que serão recolocados dez por semana, durante cinco semanas e depois vai verificar se necessita de mais funcionários e haverá nova rodada de negociações. Segundo a VW, a intenção é repor vagas, já que teriam saído da planta da Anchieta no final do ano passado mais pessoas do que o número de 1.923 excedentes.

Ainda segundo o sindicato, a transferência foi acertada depois que houve um protesto de cerca de 1,7 mil funcionários nas alas 11 e 14 (montagem final) contra a falta de pessoal nessas áreas. Outro fator que teria pesado na negociação foi uma pesquisa feita pelo sindicato, que indicou que 306 dos 400 funcionários do CFE gostariam de voltar ao trabalho. “Nosso objetivo é deixar no CFE apenas quem queira ficar”, disse o coordenador da comissão de fábrica da VW, Wagner Santana. Segundo a entidade dos metalúrgicos, desde o final do ano passado, cerca de 200 trabalhadores já retornaram do CFE para a fábrica.

O CFE foi criado como parte do projeto Autovisão, em que depois do fim da garantia de estabilidade do emprego, em 2006, a Volkswagen daria suporte para a recolocação dos excedentes em outras empresas. Mas o Autovisão visa também outras ações, como o apoio para o desenvolvimento de negócios e para formação de outras empresas, para amenizar o problema do desemprego.

Outras – A Toyota informou que contratou no início do ano 300 funcionários para a fábrica de Indaiatuba (SP), e que também houve ampliação do quadro – número não revelado – na fábrica de São Bernardo. Neste caso, isso se deveu ao modelo Fielder (perua derivada do sedã Corolla), montado em Indaiatuba e que será lançado em maio, e em conseqüência de um processo de nacionalização do Corolla. Algumas peças do Fielder são produzidas na unidade da região e o porcentual de peças nacionais no Corolla, hoje em 70%, deve crescer.

Já a Ford não deverá contratar enquanto não tiver a definição de um novo veículo, segundo a comissão de fábrica na empresa. O coordenador da comissão, Rafael Marques Júnior, disse que a companhia no Brasil deve levar até 1º de junho o projeto de um novo compacto para ser submetido a avaliação da direção da companhia mundial, nos EUA.

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