Em função do péssimo estado das rodovias que cortam Minas, que tornam-se intransitáveis com o período das chuvas, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) está criando uma verdadeira “força-tarefa” para atuar no sistema rodoviário mineiro. Com o apoio da iniciativa privada, governos federal e municipais e de órgãos da própria administração tucana, a Setop lança o Plano Estratégico para Contenção dos Efeitos das Chuvas no Sistema Rodoviário.

O plano prevê ações de caráter preventivo, emergencial e corretivo em trechos rodoviários, com alta incidência de chuva. O departamento de meteorologia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por exemplo, poderá alertar com antecedência os riscos de uma tempestade em determinado local, possibilitando a criação de rotas alternativas, envio de máquinas rodoviárias e atuação das áreas técnicas do governo.

Desentupimento de bueiros, limpeza de canaletas e poda de árvores fazem parte das ações preventivas previstas no plano. Além de proporcionar um ganho administrativo e operacional, com redução dos custos de manutenção e melhoria na segurança nas estradas, segundo a Setop, o plano “será um diferencial na administração do sistema rodoviário”. A assessoria da Setop garantiu ainda que os recursos necessários para a implementação do projeto são do próprio orçamento do órgão.

No entanto, dados da Secretaria de Estado da Fazenda indicam que até julho deste ano, o governo do Estado havia aplicado apenas 13% do seu orçamento no setor de transporte e sistema viário. Dos R$ 449,635 milhões previstos para serem destinados à infra-estrutura, apenas R$ 58,736 milhões foram disponibilizados pelo Tesouro estadual. No período, houve uma queda de 33,6% nos investimentos do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG).

A aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Desenvolvimento de Transportes (Funtrans), instituído justamente para financiar a recuperação, preservação e conservação das rodovias, também vem sendo desrespeitado pela administração estadual. O Estado prevê uma arrecadação de R$ 39,716 milhões, mas apenas 4,3% do montante foi disponibilizado pelo Tesouro estadual. De janeiro a julho, apenas R$ 1,688 milhão foram liberados para amenizar a grave situação da malha viária do Estado.

Sicepot – O Sindicato da Indústria da Construção Pesada de Minas Gerais (Sicepot-MG), um dos parceiros do plano, informou que participará do projeto fornecendo idéias de como minimizar os efeitos da chuva em determinada malha viária. Já a Federação das Associações Comerciais, Industriais, Agropecuárias e de Serviços de Minas Gerais (Federaminas) irá participar de um dos seis grupos de trabalho constituídos para viabilizar o plano estratégico.

A entidade, recentemente, anunciou o desembolso de R$ 3,5 milhões para a elaboração da “Análise Sistêmica, Estudos e Soluções para a Infra-estrutura Rodoviária de Minas Gerais”, um diagnóstico sobre as estradas mineiras em parceria com o governo Aécio Neves.

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