Enquanto navios aguardam, no Porto de Paranaguá (PR), para carregar fertilizantes, soja e milho, uma fila estimada ontem pela Polícia Rodoviária Federal em 45 quilômetros se estende do litoral até às proximidades da região metropolitana de Curitiba. A greve dos fiscais do Ministério da Agricultura é fator determinante na formação dessas filas. Ela atrasa a liberação dos navios. Os exportadores estão entrando na Justiça para exigir a fiscalização. Na baía de Paranaguá, estão aguardando hoje 29 navios, sem previsão de embarque.

De acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a causa para as filas é o não cumprimento dos prazos de carregamento e descarregamento pelas operadoras (empresas que fazem o “meio de campo” logístico entre exportadores e importadores). A administração dos portos acusa as operadoras de não cumprirem os prazos combinados, mesmo após a edição de uma ordem de serviço estabelecendo normas para evitar atrasos.

Os caminhoneiros, que estão na estrada, reclamam da perda de tempo, dinheiro e da falta de estrutura, além do medo, já que a região é escura e atrai ladrões. Fica complicado dormir, se alimentar e não há banheiros.

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