Uma pessoa foi presa em flagrante, e outras duas detidas, na tarde de ontem, nas dependências da sede do Detran, no bairro Maraponga. A acusação: venda de Carteira Nacional de habilitação (CNH) falsificada. O flagrante foi realizado por policiais militares. Um homem havia marcado um encontro com outros dois para fazer a entrega de duas CNHs falsas. Cada uma delas havia sido ‘encomendada’ pelo valor de R$ 600,00.

O caso foi parar na Polícia Civil. O homem acusado de vender as carteiras e os outros dois que iriam receber os documentos foram detidos por policiais da patrulha RP-681, do 6º BPM (Conjunto Esperança) e levados para o 19º DP.

ENCOMENDA – O principal acusado do golpe foi identificado como Francisco Neto Balbino de Souza. Ele, no entanto, não portava documentos. “Pode ser que este nome seja fictício”, disse um dos PMs responsáveis pela prisão. No entanto, ao consultar os antecedentes do acusado, a Polícia descobriu que ele já responde por crime de tráfico de drogas.

Os dois rapazes que estavam à espera do falsificador também foram detidos pela Polícia: Manoel Valdir de Souza e Francisco Daniel. Um deles – Daniel – contou que estava ali somente fazendo companhia ao amigo. As duas carteiras falsas apreendidas estavam em nome de Manoel Valdir de Souza e José Ivan Rodrigues Silva Pinheiro.

“O outro rapaz viajou e fiquei de apanhar a carteira dele, hoje”, disse Manoel Valdir, confessando que havia pago R$ 600,00 pelo referido documento.

Francisco Neto Balbino não quis dar declarações sobre o caso. Ao perceber a presença dos jornalistas, ele cobriu o rosto com a camisa. Em seguida, foi algemado e colocado na viatura da PM.

GOLPE – O diretor de Habilitação do Detran, Kléber Mineiro, acompanhou toda a operação policial. Segundo ele, tem crescido as denúncias de falsificação de carteiras de motorista. “Temos feito constantes apreensões por ocasião de nossas blitze nas avenidas de Fortaleza. É preciso que a população esteja sempre atenta, para não cair no golpe dos falsificadores. Eles sempre estão nas cercanias do Detran, para fazer a entrega das carteiras e, assim, parecer que os documentos realmente foram emitidos pelo órgão”, esclareceu. As duas carteiras foram ‘fabricadas’ em computador.

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