A ação rápida da Secretaria de Segurança Pública, Instituto de Terras do Acre, Polícia Militar e Incra garantiu a retirada tranqüila de um grupo de 130 famílias que invadiu terras no quilômetro 76 da estrada AC-40, que dá acesso à cidade de Plácido de Castro. De acordo com o Incra, a área tem aproximadamente 1,7 mil hectares e está “sub júdice” porque o antigo dono fez um pedido de reavaliação e a Justiça Federal ainda não concluiu os processos.

O secretário de Segurança Pública, Fernando Melo, o coronel da Polícia Militar, Alberto Camelo e o superintendente do Incra no Acre, Raimundo Cardoso, passaram toda a madrugada de quarta-feira negociando com os invasores. Havia muitas mulheres e crianças, algumas recém-nascidas. “Seria um perigo deixá-las ali, à margem daquela rodovia. A retirada das famílias foi, também, uma medida preventiva contra acidentes”, disse o coronel Alberto Camelo. O grupo foi levado para a cidade de Plácido de Castro onde foi feita uma comissão para definir soluções para o caso.

“O Governo do Estado e os órgãos envolvidos estão com um canal aberto para resolver os problemas. Com muita calma, retiramos todo o pessoal do local, garantindo a segurança de todos e estamos abertos ao diálogo, sempre”, afirmou o secretário Fernando Melo.

Logo ao chegar em Plácido de Castro, o Incra designou uma equipe para fazer uma avaliação das pessoas que estão cadastradas no órgão e fazer um levantamento de quantas famílias realmente precisam de terra para viver da agricultura. Não foram definidas datas, nem prazos para a solução do problema. Após a retirada das famílias, os pequenos barracos foram desfeitos pelos policiais que permaneceram no local durante todo o dia “por medida de segurança”. De acordo com a Sejusp, apenas um dos invasores não colaborou com a equipe disposta a negociar e foi detido pelos policiais.

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