O governinho Marques e o secretário de Planejamento do Estado, Gilberto Siqueira, reúnem-se nesta terça-feira em Brasília com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para tratar da liberação dos recursos para a construção da BR-364 no trecho Manuel Urbano Feijó e Tarauacá Cruzeiro do Sul, previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

A reunião é fruto da conversa do governador com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim da tarde de sexta-feira, no retorno de Lula da cidade boliviana de Riberalta – o presidente fez uma escala em Rio Branco, já que seu avião oficial estava no aeroporto da capital – que durou mais de uma hora e onde Lula deu garantias ao governador acreano de que os recursos serão priorizados.

Antes de embarcar para Riberalta, Lula tinha recebido de Binho um diagnóstico das obras, os investimentos que já foram feitos, os avanços na aplicação dos recursos já liberados pelo governo federal e no retorno, participou de uma explanação mais detalhada destas mesmas obras e assistiu a um vídeo produzido pelo governo do Estado com os resultados das obras.

“O presidente ficou bastante impressionado com o volume de trabalhos que vem sendo realizado”, disse ontem o porta-voz do governo, Itaan Arruda Dias. Lula já tinha conhecido a importância estratégica da obra para o desenvolvimento da região, mas disse ter se impressionado com os avanços alcançados diante das dificuldades impostas à obra, que só pode ser realizada durante o verão e com um grande volume de material importado de outras regiões, via estrada, de balsa e até mesmo de avião para que o cronograma seja cumprido.

No fim da reunião, Binho Marques disse estar “eufórico” com os bons resultados da conversa com Lula, que voltou a se comprometer em manter a liberação dos recursos, e ainda mais animado ao poder constatar os avanços da obra.

“Na prática, temos pouco mais de um ano para realizar a obra, se considerarmos que seu maior volume só pode ser efetivado durante o verão, daí a importância de ter um cronograma draconiano do trabalho, empresas trabalhando com compromisso e capacidade de execução e, claro, liberação de recursos dentro dos prazos, do contrário a estrada pode não ser concluída até 2010”, destaca Itaan Arruda.