As duplicações das rodovias Régis Bittencourt e Fernão Dias, que ligam o estado de São Paulo a Paraná e Minas Gerais, respectivamente, serão concluídas até o fim deste ano, anunciou ontem o porta-voz da Presidência da República, André Singer. A determinação partiu do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante reunião na manhã de hoje com os ministros Guido Mantega (Planejamento), Anderson Adauto (Transportes) e José Dirceu (Casa Civil), o presidente fez um exame das prioridades para a execução dos investimentos federais na malha ferroviária federal em 2004.

Além da determinação para duplicar as duas estradas, Lula também solicitou aos ministros que iniciem, até dezembro, a duplicação da BR-101, no trecho entre Florianópolis (SC) e Osório (RS). Para garantir a execução das três obras, o governo já colocou à disposição do Ministério do Transportes R$ 446 milhões. O único trecho que não será duplicado na rodovia Régis Bittencourt será a região da serra do Cafezal (SP), que é área de proteção ambiental.

Desde a última segunda-feira, o tema infra-estrutura tem sido prioridade na agenda do governo. O presidente vem mantendo uma série de reuniões para fazer uma espécie de “raio-x” dos entraves que vêm impedindo o crescimento dos investimentos em infra-estrutura. Segundo o porta-voz da Presidência, André Singer, a idéia do presidente é firmar parcerias com a iniciativa privada para garantir investimentos em infra-estrutura. “Trata-se de conversar com o setor privado para chegar a um modo de operar esses investimentos, a maneira pela qual os investimentos vão ocorrer. A atuação deverá ser conjunta, entre o poder público e a iniciativa privada. Não se falou de valores. Está se buscando um modo de fazer com que esses investimentos ocorram no mais breve tempo possível, para que a malha rodoviária brasileira seja ampliada”, esclareceu o porta-voz.

O presidente também determinou aos ministros Guido Mantega e Anderson Adauto que convoquem, em breve, uma reunião com o setor ferroviário brasileiro para viabilizar os investimentos necessários à recuperação e ampliação da malha rodoviária do país. “O governo está muito empenhado em que as exportações brasileiras, assim como toda a área de infra-estrutura, tenha a maior agilidade e maior atenção possíveis”, garantiu Singer.

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