Durante a cerimônia de posse do novo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, segunda-feira em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a incluir a duplicação da BR-101 na pauta de prioridades do governo.

– Você ainda não era ministro, mas nós já tínhamos tomado a decisão de priorizar o trecho Florianópolis-Osório, que é a famosa rodovia do Mercosul e que precisa ser terminada – afirmou Lula, dirigindo-se a Nascimento.

Lula também citou outras duas rodovias que precisam ser recuperadas: a Fernão Dias, que liga Minas Gerais a São Paulo, e a BR-116 entre São Paulo e Santa Catarina. Fez uma mea-culpa devido à escassez de recursos do governo federal.

– São obras caras que têm apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial, mas muitas vezes somos exatamente nós brasileiros que não temos a parte do governo para poder receber o dinheiro aportado pelo banco de investimento.

No discurso, que durou 20 minutos, Lula admitiu que o substituto de Anderson Adauto terá uma tarefa difícil pela frente.

– A demanda é sempre maior do que a quantidade disponível de dinheiro para fazer as obras, e o Brasil enfrentou sucessivos anos de abandono da malha rodoviária.

O presidente acrescentou que, se as obras não forem feitas, o país corre o risco de perder divisas:

– O setor transporte é vital e prioritário a qualquer governo e, se a taxa de exportação continuar crescendo, vamos ter problemas – concluiu, referindo-se à situação de rodovias, ferrovias e portos.

Lula marcou para a sexta-feira uma reunião de governo para tentar tirar os entraves de obras embargadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No caso do trecho sul da BR-101, os editais para gerenciamento ambiental e fiscalização das obras ainda não foram liberados pelo tribunal. O TCU constatou irregularidades nesses editais.

Nascimento pediu 10 dias para se inteirar das prioridades do ministério, mas admitiu que a recuperação das estradas é a principal.

– Já recebi relatórios indicando que 55% da malha rodoviária está em péssimo estado de conservação. Precisamos consertá-la para não prejudicar o escoamento da safra de grãos – disse Nascimento, que renunciou à prefeitura de Manaus para assumir o ministério.

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