A pesquisa realizada pelo Ipea também culpa as condições de conservação das estradas. “Buracos, sinalização deficiente, municípios muito próximos das rodovias, principalmente em áreas periféricas”, destaca Marcelo Piancastelli. Outro problema são as aglomerações urbanas ao redor das estradas. Ele afirma que há uma incidência enorme de acidentes por conta de pedestres, ciclistas e pessoas embriagadas que atravessam a pista.

De acordo com André Pierre, coordenador de engenharia rodoviária do Departamento de Edificações e Rodovias do Ceará (DER), o atual governo recebeu a malha viária numa condição considerada boa. “Mas com a grande quantidade de chuvas deste ano, tivemos um comprometimento do pavimento”, explica. A primeira providência tomada, segundo André, foi a contratação de empresas para que elas façam a manutenção e conservação dessas rodovias.

Ele destaca que algumas vão precisar de restauração completa, como a Estruturante (km 0 ao 69, entrada de Paracuru), um custo de R$ 5,9 milhões. “A CE-090 também. Vamos licitar esse mês, vai de Caucaia até a ponte do Cumbuco. Além disso, nós assinamos 16 contratos de conservação rodoviária, que começou esta semana e tem custo de R$ 20 milhões”. Sobre a proximidade de algumas comunidades com as rodovias, André afirma que medidas também estão sendo tomadas.

O Contorno da Batateira, reclamação antiga dos moradores do Crato, considerado um ponto negro, onde já aconteceram vários acidentes, está concluído. “Existe também um projeto, mais de 30 quilômetros de contornos municipais, para tirar o fluxo de veículos de dentro dos municípios”.

Outro projeto que deve ser executado é o Ceará 3, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que vai contemplar mil quilômetros de recuperação de rodovias e mil quilômetros de novas pavimentações. A licitação dos primeiros trechos deste projeto começa no fim de julho. “Queremos ter uma situação de boa a ótima da malha viária até o fim de 2009”.