O Grande ABC recebeu sábado, novamente, a visita do senador

e candidato ao governo do Estado, Aloizio Mercadante (PT).

Segundo o petista, que caminhou em Mauá e em São Bernardo, o

retorno foi para “agradecer” à população por conta de seu

crescimento registrado na última pesquisa

Toledo&Associados/Diário. Na consulta, publicada sábado, o

petista subiu quase quatro pontos percentuais. “Fiquei muito

satisfeito com o levantamento”, relatou.

Mas a vinda do senador teve outro motivo: tranqüilizar os

prefeitos da região quanto à cobrança de pedágios no

Rodoanel. Nesta semana, uma declaração de Mercadante sobre a

vontade de colocar praças na rodovia causou surpresa e

indignação. No entanto, ele garantiu ter sido mal

interpretado pelos jornalistas. E explicou que apenas

defende a participação de concessionárias responsáveis pelas

principais rodovias do Estado em investimentos na acelaração

da obra. “O fato de sugerir que o Rodoanel entre no sistema

de concessão não significa colocar praças para pedagiá-lo.”

Para Mercadante, se isso fosse feito, inibiria o objetivo

principal da obra, de desafogar o trânsito da Grande São

Paulo. “Até porque todo o fluxo já está pedagiado antes ou

depois de passar pelo Rodoanel”, justifica.

O senador afirmou ainda que renegociará contratos com as

concessionárias por conta do abuso na cobrança de tarifa.

“Há muita gordura nos valores cobrados. Elas

(concessionárias) terão duas alternativas: ou reduzem

tarifas ou aumentam investimento (no Rodoanel)”, assegurou.

“As concessionárias de vias no entorno do Rodoanel serão as

grandes beneficiárias econômicas quando a obra estiver

pronta. Por isso, terão de participar de um esforço para a

construção”, reforçou.

Outro assunto abordado pelo candidato foi a colocação de

chips eletrônicos em veículos. A medida, em fase de teste na

Prefeitura de São Paulo, possibilitará, segundo ele, melhor

fiscalização no pagamento de IPVA (Imposto sobre Propriedade

de Veículos Automotores), de multas e de pedágios, além de

facilitar o trabalho da polícia no controle de roubo de

carro. “Como o custo do chip está cada vez mais barato, a

médio prazo acabaremos com essa discussão de praça de

pedágio no Brasil, algo sem racionalidade. O veículo será

pedagiado exatamente por conta do quilômetro rodado. Será

uma cobrança mais justa.” O governável explicou que a

tecnologia promove uma “série de benefícios a um custo

pequeno com relação ao retorno que traz para a economia”.

Mercadante acredita que a implementação é possível por ser

“auto-suficiente”.