O Ministério dos Transportes revogou ontem os processos de licitação para recuperação de dois trechos da BR-267 (com um total de 249,4 quilômetros), no Estado de Mato Grosso do Sul, para apurar possíveis irregularidades na contratação das empreiteiras.

O ministro Anderson Adauto espera receber hoje um relatório das equipes técnica e jurídica para avaliar o processo. A assessoria do ministro informou que, após uma análise preliminar, já foram constatadas falhas no edital como “exigências para a qualificação técnica altamente restritivas”.

O governo apura por que motivo das 48 empresas que retiraram o edital de licitação para um trecho e 42 para outro apenas quatro (as mesmas nas duas licitações) se apresentaram para a disputa.

Duas das empresas, a Mendes Júnior e a Triunfo, foram inabilitadas no processo de qualificação, e as propostas que efetivamente teriam validade eram apenas 1,85% menores que os valores propostos pela empresa concorrente em um trecho e 1,79% no outro. A melhor oferta de preço foi oferecidas pela ARG nas duas licitações.

O ministério considerou a coincidência das empresas interessadas, das habilitadas e da vencedora nas duas licitações e a pequena diferença de preços entre as participantes “estranhas”, segundo a assessoria.

As propostas vencedoras da ARG para os dois trechos foram de R$ 96,84 milhões e R$ 95,98 milhões, contra os R$ 98,6 milhões e R$ 96,79 milhões apresentados pela Torc.

Justiça – A Justiça Eleitoral em Uberaba condenou o ministro dos Transportes, Anderson Adauto (PL), a ficar inelegível por três anos, a partir de 2004, pelo uso de um avião da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, da qual era o presidente, durante a campanha para prefeito de Uberaba em 2000, quando disputou pelo PMDB. O ministro poderá recorrer ainda em duas instâncias da Justiça Eleitoral.

No início da sua gestão no ministério, Adauto também enfrentou acusações de desvio de recursos em prefeituras do Triângulo Mineiro, mas se manteve no ministério. Na semana passada, uma reportagem da revista “IstoÉ” disse que o ministro priorizou obra em Minas Gerais que beneficia seu principal caixa de campanha a deputado federal em 2002.

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