Estradas esburacadas e chuvas pioram cada vez mais as estruturas das rodovias federais que ligam Campos as outras cidades. Com isso, aumentam os índices de acidentes e carros quebrados nas BRs 101 (Rio de Janeiro/Campos/Espírito Santo) e 356 (São João da Barra/Campos/Itaperuna). Ana Lúcia Crist, que morreu no Hospital Ferreira Machado (HFM), foi a primeira vítima fatal do ano, no trecho do Posto Flecha, na BR 101, na manhã de ontem.

Ela faleceu devido a uma violenta colisão do Uno Mille placa MQF-8165 ES-Vitória com uma árvore, após choque com o Fiat Elba, placa GKX-4272. O motorista do veículo, Alexandre Zaidan Fontora, 38 anos, também foi encaminhado para o HFM em estado grave.

Moradores de Morro do Coco e localidades próximas fecharam, por uma hora, na manhã de ontem, a BR 101, no distrito, local onde há mais de um mês a pista só funciona de um lado, devido um buraco. Zula Jonas da Silva, 44 anos, disse que a rodovia está esquecida e que os moradores já jogaram até sobra de laje batida para fechar os buracos, mas os governantes não tomam nenhuma atitude.

— A nossa solução para a tapagem do buraco ocorrer logo, foi a manifestação. Mas já comunicamos, também, que se nenhuma medida for tomada daqui a cinco dias, vamos terminar de quebrar e, assim, veremos a obra — acrescentou o morador.

No entanto, a medida tomada pelos moradores foi reprovada pelo engenheiro do Departamento Nacional de Infra-estrutura do Transporte (Dnit), Ronaldo Mansur. Segundo o engenheiro, o que eles fizeram foi só prejudicar a obra.

— Asfalto e fogo não combinam. O fogo facilita para o asfalto ceder. O trabalho só poderá começar quando a chuva cessar, infelizmente, mas eles não querem colaborar — disse.