A imprudência de motociclistas é cada vez comum, principalmente nos grandes centros. As conseqüências aparecem nos hospitais.

Eles conhecem o perigo, mas muitos motociclistas o ignoram.
“Avançar um sinalzinho, dar uma puladinha no meio fio…”, diz um motoboy.
Uma moto mais parece uma floricultura sobre rodas. Outros pilotos deixam a viseira do capacete aberta.
“Se a polícia pegar já recolhe a CNH e automaticamente já faz a multa”, declara outro.
Mas, em Belo Horizonte, até policiais militares cometem a infração. O resultado de tantas imprudências…
Cenas que se repetem pelo Brasil. O país gasta, por ano, cinco bilhões de reais em internações, cirurgias e tratamentos de vítimas de acidentes no trânsito, segundo o Ipea.
“O pára-choque da gente é nosso próprio corpo”, alega um motociclista.

Acidentes com motos:
Ultrapassagens perigosas: 36%
Dirigir entre faixas: 33%
Abuso de velocidade: 27%

Fonte: Ipea/Denatran

Numa pesquisa do Denatran, com motociclistas acidentados de todo o país, 36% deles admitiram dirigir perigosamente durante as ultrapassagens, 33% disseram que andam entre as faixas, e 27% que abusam da velocidade.

Onde há radares eletrônicos, eles passam rápido e tentam encobrir a placa para escapar da multa. Outra moto passa bem perto da calçada pra evitar que a placa seja fotografada.

Um levantamento feito pelas companhias que administram o seguro obrigatório mostra que, no Brasil, quase 100 mil pessoas foram vítimas de acidentes com motos, de janeiro a julho deste ano. A metade morreu ou ficou inválida.

“Nós não estamos isolados no trânsito. Eu faço parte de um todo. É isso que precisa ter: é a visão de cidadania, de cidadania para ter uma postura para o bem comum”, declara Mônica Mendes, gerente de apoio operacional – BHTrans.