O motorista que tem carro a álcool já paga 10% mais barato pelo litro do combustível do que em fevereiro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) constatou que, no mês passado, o combustível custava, em média, R$ 0,908. No início de março, a média de preço caiu para R$ 0,813.

Só em São Paulo, a frota de veículos movidos a álcool é estimada em 1,4 milhão. Dentre os fatores que influenciaram a queda do álcool está o excesso de oferta. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da USP, constatou que de janeiro de 2003 a janeiro de 2004, o preço pago aos usineiros pelo litro de álcool despencou: está 30,1% menor.

“Essa queda, no entanto, não é repassada integralmente ao consumidor, porque há outros fatores que influenciam o valor da bomba: a concorrência entre as distribuidoras e os tributos”, explica a pesquisadora do Cepea, Míriam Bacchi.

Na primeira semana de março, o Cepea constatou que o preço pago ao produtor continuou em queda de 1,76%. O consumidor poderá perceber uma nova redução nos preços de acordo com o comportamento dos usineiros em relação à nova safra de cana-de-açúcar, que se inicia em abril. “Os produtores podem atrasar o início da safra para igualarem a oferta e a procura e tentarem desovar seus estoques”, comenta.

Cautela – O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouvêa, avisa que o consumidor deve ter cautela ao pesquisar preços. “Vender o litro de álcool a R$ 0,59 é um absurdo. Não existe nota fiscal de distribuidora que comprove que o posto venda a esse valor”. Gouvêa completa que avisou à Secretaria da Fazenda do Estado, à ANP, Procon e Ministério das Minas e Energia.

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