Fim da dúvida. O coordenador da 11ª Unidade de Infra-Estrutura Terrestre (11ª UNIT), Cinésio Nunes de Oliveira, revelou ao Diário que não existem recursos orçamentários nem emergenciais para a restauração ou até mesmo operação tapa-buracos na BR-163 no trecho de 370 km de Lucas do Rio Verde a Nova Santa Helena. E acrescentou que ações emergenciais entre Nova Mutum e Posto Gil, naquela rodovia, somente se viabilizarão se houver parcerias com as prefeituras do trajeto. A partir de agora, ninguém mais pode alimentar dúvida quanto ao sucateamento da BR-163.

Cinésio será recebido hoje, em audiência juntamente com um grupo de prefeitos do eixo da BR-163, pelo governador Blairo Maggi. Sem caixa e com a 11ª UNIT atolada em R$ 67.530.534,32 de dívidas – com R$ 38 milhões já vencidos – com construtoras que executaram obras em rodovias, ao invés de anunciar medidas, se limitará a propor aos prefeitos de Mutum, Adriano Piveta (PPS), e de Diamantino, Chico Mendes (PPS), que estabeleçam parcerias com o Ministério dos Transportes para execução de ações emergenciais. Ele estima que o montante da manutenção da rodovia em cada um desses municípios girará em torno de R$ 1,7 milhão.

Cinésio não soube explicar se executará algum tipo de obra no trecho de 90 km da BR-163 entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. “Vamos deixar essa parte em aberto”, ponderou. O segmento da BR-163, acima de Nova Santa Helena e até o Pará, onde há trechos sem pavimentação está fora de cogitação de obra, por falta de previsão orçamentária: a 11ª UNIT já recebeu R$ 3,5 milhões dos R$ 6 milhões de seu orçamento para conservação. E embolsou R$ 2,5 milhões dos R$ 5,43 milhões previstos para restauração de rodovias.

Não há previsão de aporte de recursos orçamentários. E Cinésio aposta na possibilidade “ainda que remota” de contar com R$ 11 milhões de um financiamento previsto para R$ 22 milhões junto ao Banco Mundial (BIRD). Se o financiamento do BIRD – em fase de estudo – for aprovado e houver desembolso, ainda assim a BR-163 não receberá nem um centavo do mesmo. A razão é de ordem burocrática. Cinésio explica que o banco somente financiaria projeto que agora estivesse em fase adiantada de estudo. E nesse caso, os recursos iriam para a restauração de um trecho entre General Carneiro e Barra do Garças, na BR-070, cuja obra – avalia Cinésio – custaria em torno de R$ 600 mil o quilômetro.

Do montante pleiteado em financiamento junto ao BIRD – R$ 22 milhões – pelo menos a metade não se viabilizará por falta de projetos para aplicação dos recursos. Nas demais rodovias pode se aplicar a máxima sobre o trecho Mutum-Lucas: vamos deixa-las em aberto. Também em aberto fica a possibilidade de Mato Grosso receber parte dos R$ 178 milhões para ações emergenciais em 43 rodovias anunciados no último dia 13, pelo Ministério dos Transportes. Na 11ªUNIT ninguém nada sabe a respeito.

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