Para entidade, medidas de emergência para conter o crescimento da
violência no País só terão êxito se governo investir no combate ao roubo de
cargas, considerado espinha dorsal do crime organizado.
O combate ao roubo de cargas precisa estar entre as ações de emergência
em estudo pelo Governo Federal contra o crescimento da violência no país.
Esta é a posição da Associação Nacional do Transporte de Cargas (NTC). A
entidade encaminhou nesta terça-feira, dia 22 de janeiro, ofício ao
ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, solicitando a inclusão do
assunto na pauta de medidas emergenciais contra o crime organizado, da qual
o setor, assim como toda a sociedade, tem sido vítima constante.
No documento, a entidade cita o roubo de cargas como uma das principais
fontes de recursos do crime organizado e pede, entre outras providências,
agilização na tramitação de dois projetos de lei (PLC 187/97 e PL 2097/99),
de autoria do Deputado Mário Negromonte, que criam o Fundo Nacional de
Combate ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas e o Sistema Nacional de
Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto de Veículos e Cargas, prontos
para serem votados na Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados.
Segundo o presidente da NTC, Geraldo Aguiar de Brito Vianna, para deter a
escalada de violência o governo precisa propor medidas urgentes de combate
a essa perversa modalidade criminosa. “A CPI do narcotráfico demonstrou
claramente que a carga roubada funciona como moeda de troca para aquisição
de drogas, armas e contrabando. Não há como reduzir os índices de violência
sem destruir a espinha dorsal do crime organizado.”
A questão não é um problema novo para o setor, que há anos enfrenta o
crime. Entre janeiro e setembro do ano passado, o prejuízo das
transportadoras com o roubo de cargas chegava a R$ 160 milhões somente no
Estado de São Paulo. Em 2000, foram roubados mais de R$ 500 milhões em
mercadorias nas estradas brasileiras, com previsão de crescimento de 15%
até o final de 2001.
Além da aprovação dos projetos, o documento reivindica a inclusão do
roubo de cargas entre as modalidades de crime organizado, de competência da
Polícia Federal, e a introdução de dados sobre a carga roubada, como número
do lote de fabricação e seqüencial, no Banco de Dados INFOSEG, do
Ministério da Justiça.

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