Exigência do BID pode atrasar início da duplicação
Técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) confirmam ontem que haverá licitação de supervisão independente, em concorrência internacional, das obras de duplicação do trecho Sul da BR-101. O BID aguarda que o Departamento Nacional de Estrada e Rodagem (DNER) faça o edital e marque a data para a publicação. As empresas que ganharam a licitação para executar as obras e a supervisão esperam o resultado de reunião marcada para terça-feira com o Ministério dos Transportes para definirem se irão entrar na Justiça, o que poderia atrasar ainda mais o início das obras.
Segundo os técnicos, a licitação de fiscalização é uma exigência do banco. Eles garantem que vinham alertando o DNER desde o ano 2000. As nove empresas – cinco delas catarinenses – que em 1997 ganharam o processo de licitação do projeto de duplicação não devem mais fazer parte da fiscalização. Na visão dos técnicos, a nova licitação não tem como atrasar o início das obras, já que também falta ser publicado o edital de gestão ambiental.
Representantes do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Santa Catarina (Senge), da Associação Catarinense dos Engenheiros (ACE), da Associação Catarinense da Engenharia Construtiva (Acecon) e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) estiveram reunidos ontem em Florianópolis com o senador Geraldo Althoff. O vice-presidente do Senge, José Latrônico, detalhou os problemas que o processo de supervisão pode causar ao projeto de duplicação. “Estamos com o material nas mãos e não vamos deixar que isso ocorra”, explica.
Durante a reunião, foi pedida uma intervenção política para o caso, já que as entidades temem que o início da duplicação atrase ainda mais. O problema maior, segundo Latrônico, é que quando as empresas foram escolhidas também ficaram de ser responsáveis pela fiscalização das obras. “Imagine uma empresa com contrato na mão que não será cumprido. Elas irão buscar os seus direitos e provavelmente o BID terá que se afastar do processo até que a situação se resolva”, afirma o vice-presidente.

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