As obras emergenciais no Viaduto Vila Rica – mais conhecido com Viaduto das Almas – na BR-040, a 55 quilômetros de Belo Horizonte, devem ser entregues dentro de uma semana. Os deputados da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembléia Legislativa de Minas Gerais visitaram o local na manhã desta quarta-feira para fiscalizar as medias para tentar diminuir os acidentes em um dos trechos mais perigosos das rodovias mineiras.

O superintendente de Operações Rodoviárias do Estado, o engenheiro Álvaro Campos, afirma que as obras estão dentro do prazo estipulado pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). Já estão concluídos o recapeamento asfáltico sobre o viaduto, o reparo nas muretas, a colocação de tachinhas e tachões na divisão da pista, instalação dos chamados “olho de gato” e o asfaltamento de um trecho de um quilômetro a partir da cabeça do viaduto no sentido BH-Congonhas.

Serão instalados cinco radares – quatro nas entradas do viaduto e um a cerca de 1,5 quilômetro do local, no sentido BH-Congonhas – para inibir o excesso de velocidade. Segundo o deputado Célio Moreira (PL), presidente da comissão, os recursos investidos (R$ 250 mil) não foram liberados anteriormente por descaso dos governos anteriores. “A falta de compromisso com as centenas de vítimas fatais do Viaduto das Almas é impressionante”, diz.

O deputado afirma que o projeto que prevê a solução definitiva para o local, com previsão de gastos de R$ 20 milhões, não entrou no Orçamento deste ano. Mesmo assim, ele se mostra otimista: “O atual governo está comprometido com a recuperação das estradas e acredito que em breve teremos boas notícias”. A obra prevê a construção de uma variante de 2,8 mil metros, à direita do viaduto, no sentido BH-Congonhas.

Ajuda

O prefeito de Congonhas, Gualter Monteiro, presidente da Associação dos Município do Alto Paraopeba, lembrou que a obra em questão ficaria acessível ao governo. Segundo ele, a União dos Caminheiros de Minas promete pôr cinco carretas a serviço de aterramento do vale por onde seria desviada a nova travessia, e a CSN, a Vale do Rio Doce e a Açominas já se comprometerem a ofertar o material para a base da terraplanagem.

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