A prefeita Marta Suplicy oficializou, ontem, o Programa São Paulo Melhor, que reedita um pacote de obras que já estava previsto no Plano Diretor e já vinha sendo anunciado. No pacote, a prefeita ainda cria um nome para os novos corredores de ônibus, chamando-os de Passa-Rápido.

O programa prevê mudanças no sistema viário nas zonas Sul, Oeste e Leste de São Paulo, principalmente na região nobre das avenidas Faria Lima, Rebouças, Juscelino Kubitschek e Água Espraiada.

Ao todo são oito grandes obras viárias, que deverão consumir cerca de R$ 1 bilhão, incluindo recursos para desapropriações e construção de moradias populares. As obras serão pagas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de títulos mobiliários e da iniciativa privada.

A prefeita explicou que no lugar dos atuais corredores de ônibus está sendo implantado o Passa-Rápido, com faixas exclusivas sem muros e obstáculos. “Nós achamos que os corredores são muito ruins. É uma herança do PSDB. O controle vai deixar de ser feito por aquelas cercas feias, como vemos na 9 de Julho. Haverá controles eletrônicos, os carros que entrarem nas faixas serão multados”, disse a prefeita.

A passagem subterrânea na Avenida Cidade Jardim, sob a Avenida Brigadeiro Faria Lima, será a primeira das oito obras a ser tocada, com início ainda neste mês, segundo o secretário municipal de Abastecimento,Valdemir Garreta. Depois virão: a Passagem Rebouças, o Bulevar JK, a Hélio Pelegrino e o Largo da Batata.

Garreta afirmou que a previsão do custo para o conjunto de obras planejadas entre as avenidas Cidade Jardim e Água Espraiada é de R$ 750 milhões, sendo que a Prefeitura tem em caixa R$ 250 milhões. A expectativa é conseguir os outros R$ 500 através dos títulos, que serão lançados no mercado a partir de novembro.

Garreta informou que as obras da Rebouças dependem ainda de negociação com o movimento dos moradores e a apreciação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de Estado (Condephaat). “Parece que estamos em guerra eleitoral, e tudo fica difícil, como o auditório no Ibirapuera e a Rebouças. Eles começaram a eleição antes da hora”, disse.

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