Empresários tentam hoje modificar normas de circulação

Os empresários de turismo rodoviário de Belo Horizonte se reúnem hoje, às 11 horas, com o superintendente de transportes de passageiros da Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), José Antônio Schmitt, para apresentar sugestões que visam alterar a Resolução 356, que limita a circulação de ônibus de turismo nas rodovias nacionais. Caso a situação não seja alterada, a projeção para o setor neste ano é de retração, seguida de demissões. De acordo com o diretor da empresa de turismo Braúna Operadora, Arthur Alves Ferraz, essa resolução “só pode ser um lobby da ANTT com as grandes empresas rodoviárias de linha, que dizem que nosso setor os atrapalha”.

O novo sistema on-line – que se encontra em vigor desde novembro do ano passado – não expede nova autorização para o mesmo veículo enquanto há outra em aberto. Antes dessa resolução, o normal em uma empresa de turismo enviar os turistas para o local combinado, voltar com o ônibus para a empresa para, de lá, realizar novas viagens. Somente na véspera é que este ônibus retornaria para o ponto turístico para pegar os passageiros. A empresa que não cumprir a nova medida será multada e terá o ônibus apreendido.

“Agora, quando enviamos os turistas para Porto Seguro, por exemplo, o ônibus deve permanecer parado na cidade até o dia de retorno. Poderíamos muito bem reaproveitá-lo aqui, nesse meio-tempo, para angariar mais receita para a empresa”, reclama o presidente.

Outro grande problema dessa resolução é que, com os ônibus parados no ponto turístico, faltam carros para realizar mais viagens. Somente no mês de janeiro, considerado de alta temporada, cerca de 2,5 mil pessoas deixaram de comprar um pacote turístico por falta de veículos. Considerando que o pacote para Porto Seguro custa, em média, R$ 400, as empresas belo-horizontinas deixaram de faturar exato R$ 1 milhão.

Antes dessa resolução, era a Polícia Rodoviária Federal quem autorizava as viagens. Esse novo sistema, implantado pela ANTT, foi criado com a finalidade de combater o transporte clandestino, responsável por inúmeros acidentes nas rodovias brasileiras. Entretanto, segundo o diretor da Braúna Operadora, os ônibus clandestinos continuam circulando com a mesma intensidade.

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