A Secretaria de Transporte do Piauí em parceria com a Polícia Rodoviária Federal começou na quarta-feira, 15, a operação de retirada dos animais das rodovias estaduais e federais do estado.

Segundo o inspetor Ciro Ricardo, chefe do Policiamento de Fiscalização da PRF do Piauí, o trabalho consiste na detenção imediata desses animais. “O trabalho está sendo feito nas principais rodovias estaduais e federais, localizadas em trechos onde a incidência de animais nas pistas é bastante elevado”, relata.

No primeiro dia de campanha foram apreendidos nove animais na BR 343, na altura do município de Campo Maior, norte do estado, onde existe um grande número fazendas de gado na região.

O inspetor explica que os animais são recolhidos e levados para uma Fazenda adquirida pelo governo do estado, situado no município de Barras, a 119 km de Teresina. Ele revela que o governo estuda também disponibilizar uma outra fazenda, na região sul do estado, provavelmente no município de Elizeu Martins para servir também de local para abrigar os animais apreendidos.

Punição

Os donos que tiverem seus respectivos animais presos, além de pagar toda a despesa de estadia do animal no local ainda receberão multa. O inspetor adverte, caso, os proprietários não sejam reconhecidos no prazo de 90 dias.

“Os animais podem ser leiloados e os recursos destinados a causas sociais. Por isso, pedimos aos fazendeiros que mantenham seus animais presos em suas propriedades, evitando assim que os mesmos fiquem soltos nas estradas provocando acidentes”, relata.


Acidentes

Segundo informações da PRF, no ano passado, mais de 250 acidentes registrados nas estradas piauienses foram causados por animais nas pistas. Com essa operação, a expectativa é que a cada mês, aproximadamente 200 animais sejam retirados de circulação das rodovias contribuindo para a diminuição das ocorrências.

A operação não tem prazo para terminar. Enquanto houver denúncias e registros de animais nas estradas, a fiscalização vai permanecer, é o que garante a PRF. A finalidade é que todos os fazendeiros tenham consciência do problema e se responsabilizem pela prisão dos seus animais, mantendo-os presos em suas propriedades.