A organização criminosa desmantelada hoje pela Polícia Federal no Rio, depois de quase seis meses de investigação, chegava a movimentar de 25 a 30 milhões de litros de derivados por mês, o que proporcionava um lucro mensal de R$ 3,6 milhões.

O assessor da Diretoria Geral da Polícia Federal, delegado Reynaldo de Almeida César, informou que a organização tinha conexões com agentes públicos, estrutura organizacional e hierarquia e era comandada pelo empresário Antônio Carlos Chebabe – dono da Chebabe Distribuidora de Petróleo. Além de Chebabe, foram presas outras 14 pessoas envolvidas na organização, inclusive dois policiais rodoviários federais, o fiscal da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Carlos Alberto Hasselman, um fiscal de ICMS da Secretaria de Fazenda do Rio e um procurador que se fazia passar por advogado.

Para o delegado Reynaldo César, este foi o primeiro grande êxito da “Operação Suporte”, a força tarefa de elite da Polícia Federal enviada ao Rio de Janeiro pelo ministro da Justiça. “Essa é a primeira operação de magnitude da “Missão Suporte”, criada pela Polícia Federal por determinação do ministro Márcio Thomaz Bastos, com o fim específico de combate ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

Participaram das investigações 180 agentes da Polícia Federal e foram cumpridos 15 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão em sete estados.

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