As placas avisam: proibido parar e estacionar. Mas elas parecem não existir para os motoristas de ônibus e alternativos que não obedecem a sinalização e pegam passageiros na próximidades do viaduto de Ponta Negra, na BR 101. O ponto de ônibus deixou de existir há tempos. Mas, nas opinião das pessoas que trabalham nas redondezas e moram na Zona Norte ele não pode desaparecer.
A copeira Valquíria do Nascimento, que reside no bairro do Amarante e trabalha em Capim Macio, há dois anos diz que depende da parada para chegar em casa mais cedo.‘‘Se eu não pegar o meu transporte aqui vou ter que andar quase um quilômetro, já que a outro ponto mais perto fica no conjunto Mirassol’’, disse a copeira.
Willington de Lima, motorista de ônibus, fala que nunca foi incomodado por nenhum fiscal do DNER. Mesmo achando o local perigoso, já virou rotina essa parada. ‘‘Não é justo ver tanta gente esperando e não atender aos sinais’’, explica ele.
Segundo Roberto Cabral, que faz a linha Soledade-Shopping no alternativo, este ponto da BR é ideal, já que não atrapalha o trânsito. Só falta uma boa estrutura para melhorar o serviço.
Os ambulantes torcem por isso, no local já existe uma verdadeira praça de alimentação. São vendedores de churrasquinho, balas e até de vales transportes. Pedro Martins Dantas, que há três anos vende vales no local, diz que se um dia a parada sair daquele local não sabe como vai fazer para sustentar a família.‘‘O movimento aqui é ótimo. No horário de pico são tantas pessoas que não dá para contar’’, conclui o ambulante.

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