A nova passarela do Km 24 da Rodovia dos Imigrantes, em São Bernardo, virou alvo de reclamações de moradores por causa de constantes assaltos. Há 40 dias a passagem foi deslocada cerca de 200 metros a pedidos dos próprios moradores dos jardins das Orquídeas e Bandeirantes e Parque Esmeralda.

O mestre-de-obras Manuel dos Santos Guedes, 60 anos, que trabalha na construção de uma escola no Parque Esmeralda usa a passarela quatro vezes por dia e na última sexta-feira, por volta das 16h30, foi assaltado perdendo praticamente todo o seu salário.

“Um homem e uma mulher estavam abraçados e quando passei por perto eu não desconfiei. Ele me ameaçou com um ferro pontiagudo e levou R$ 700 que eu havia acabado de receber”, disse.

Os moradores afirmam que a forma como foi construída a passarela facilita a ação de criminosos. A passagem antiga possibilitava que os pedestres enxergassem quem pudesse estar parado na passarela. Um grande muro na nova passagem permite que assaltantes se escondam e surpreendam os pedestres.

“Será que vão esperar morrer alguém para tomar alguma providência?”, indaga o técnico eletroeletrônico Dorival Gonçalves, 54, morador do Jardim das Orquídeas e que utiliza a passarela todos os dias.

Apesar de o local ter quatro pontos de iluminação, à noite o problema se agrava. “Tenho medo de passar aqui à noite. Já ouvi falar de diversos casos de assaltos”, conta a dona-de-casa, Ana Paula Santana, 30.

A Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta/Imigrantes, informou que não pode responder pela segurança no local e que a passarela foi trocada de lugar para atender a solicitação da comunidade.

A concessionária informou ainda que as obras seguem exigências de acessibilidade e padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e que a construção foi aprovada pela Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) e pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário SA).

Mesmo com a presença de alguns seguranças que ficam sob a passarela para proteger equipamentos das obras do Rodoanel, os assaltos são constantes. A Polícia Militar foi procurada, mas não se pronunciou.