O reajuste das tarifas de pedágio, que subiram em média 15,34% no dia 29 de fevereiro, elevou em 21% os custos de transporte dos produtores que trabalham com milho em Maringá e escoam a safra via Porto de Paranaguá. A informação, creditada à Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), foi divulgada nesta segunda-feira pela agência de notícias do governo do estado.

Segundo as informações divulgadas pelo governo, um caminhão com cinco eixos que parte de Maringá para ir ao porto passará por 14 praças de pedágio (ida e volta) e gastará R$ 292,00 — o que equivale a 19,47 sacas de milho. Ainda conforme a matéria do governo, 68% das 12,54 milhões de toneladas de soja e milho exportadas por Paranaguá em 2003 foram levadas ao porto por caminhões.

A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) contestou que o produtor esteja sendo excessivamente penalizado com aumento de custos. Segundo o diretor-geral da entidade, João Chiminazzo Neto, os dados publicados pelo governo são imprecisos, já que não mencionam com base em que valor de frete os cálculos foram feitos. “O frete pode variar de R$ 45 a R$ 70 por tonelada, dependendo da época e da lei de oferta e procura”, comentou.

Ele disse ainda que não estão sendo computados os ganhos financeiros trazidos pelo pedágio. “Há seis anos, o caminhoneiro só poderia fazer uma viagem por semana entre Cascavel e o porto. Hoje, com as melhorias nas estradas feitas pelas concessionárias, ele pode fazer três.”

DEIXE UMA RESPOSTA

Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
Por favor, digite seu nome aqui