O pedágio da Linha Amarela ficará 16% mais caro a partir do primeiro minuto de amanhã. O reajuste, autorizado ontem pelo prefeito Cesar Maia, elevará a tarifa dos carros de passeio de R$ 2,50 para R$ 2,90. A própria Lamsa — concessionária que opera a via — reconhece que o aumento vai reduzir temporariamente o movimento de 89 mil veículos diários no trecho em que é cobrado pedágio.

A redução, segundo a empresa, pode chegar a 5% por dia (cerca de 4.500 usuários). Mas a tendência, de acordo com a Lamsa, é de que o movimento volte ao normal depois de duas semanas. O reajuste da tarifa não deverá alterar, porém, o movimento nos trechos sem pedágio, que hoje é de cerca de 330 mil carros por dia. Desde ontem, mensagens exibidas nos painéis luminosos da via expressa informam sobre o aumento. Os motoristas também serão informados, hoje, por panfletos entregues na praça de pedágio.

O reajuste corresponde ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) acumulado, de acordo com cálculos do IBGE, desde junho de 2002, quando ocorreu o último reajuste. Na época, a tarifa aumentou de R$ 2,40 para R$ 2,50.

O procurador-geral do Município, Júlio Horta, não foi encontrado ontem para explicar o aumento. Já a Lamsa informou que o cálculo da tarifa tomou como base um aditivo ao contrato de concessão da via expressa, assinado há um ano. No documento, a empresa concordou em substituir pelo IPCA-E o fator de atualização até então adotado: o Índice Geral de Preços ao Consumidor (IGP-M), mais elevado.

A assinatura do documento em 2002 pôs fim a uma disputa judicial entre a prefeitura e a concessionária Lamsa em torno do valor da tarifa. O IGP-M era o índice previsto em outro aditivo ao contrato, assinado em 1996. Ao assumir a prefeitura pela segunda vez, em 2001, Cesar Maia decidiu rever os preços e chegou a investigar alterações contratuais, feitas durante o governo de Luiz Paulo Conde, que permitiram a construção de novos acessos à via expressa em Jacarepaguá e de alças de ligação com a Linha Vermelha.

A suspeita, jamais confirmada, era de que a Lamsa, que assumiu o pagamento da obra em troca da ampliação do prazo de concessão, superfaturara os custos.

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