A cada temporada de chuva, a situação se torna mais perigosa na BR-267, onde há trechos com uma sucessão de buracos. Por causa da gravidade da situação na via, uma planilha emergencial foi montada pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), e a recuperação do asfalto deve começar dentro de 15 dias. O anúncio foi feito ontem pelo engenheiro chefe da residência juizforana do DNER, Edmundo Pereira Furtado. Ele disse que foi autorizado a montar a planilha específica para a BR-267, independentemente de outra, mais ampla, já com estudos em andamento no DNER, em Belo Horizonte.
Entre Bicas e Bom Jardim de Minas, passando por Juiz de Fora, a Tribuna constatou ontem que a situação é precária. Há trechos em que os buracos chegam a medir quase 20cm de profundidade por, em média, 60cm de diâmetro. As condições da estrada contribuem para aumentar o índice de acidentes. Em dezembro de 2001, foram 15 desastres, sem morte e sem feridos, não havendo estatísticas sobre os primeiros dez dias deste ano.
As obras emergenciais devem custar em torno de R$ 150 mil, valor limite para o sistema de contrato de manutenção por carta-convite, previsto para os casos que exigem rapidez. A residência juizforana do DNER terá, então, até 90 dias para fazer cumprir as obras contratadas.
Além dos buracos e de estragos nas laterais da rodovia, a Tribuna detectou a ausência de placas e de piquetes indicativos de localização dos quilômetros ao longo da rodovia. O mato alto esconde as poucas placas que orientam os motoristas. Não há, pelo menos nas saídas de Juiz de Fora para Bicas ou para Bom Jardim de Minas placa alertando sobre o mau estado da rodovia.

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