A Codesp e a concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias, negociam uma parceria para facilitar o acesso das cargas ao Porto de Santos e melhorar o tráfego de caminhões pelo cais. O acordo prevê desde a criação de estacionamentos no Planalto e mudanças na sinalização das rodovias, até o controle do fluxo viário e a troca de informações sobre o movimento de veículos nos terminais.

Segundo o diretor de operações e engenharia da Ecovias, Hamilton Amadeo, as primeiras mudanças vão estar implantadas entre março e maio próximos, a tempo de preparar a região para o aumento do movimento de carretas do início das safras agrícolas, quando começam os embarques de soja e açúcar.

As tratativas entre as duas empresas, que tiveram início há duas semanas, foram anunciadas pelo diretor comercial e de Desenvolvimento da Codesp, Fabrizio Pierdomenico, na manhã de ontem, durante entrevista a A Tribuna. “Estaremos aumentando a comunicação entre o maior porto da América Latina e seu principal acesso rodoviário”, comentou.

Entre as medidas estudadas, ele destacou a possibilidade de instalar em terrenos da Ecovias, no alto da Serra do Mar, estacionamentos para caminhões. No início da safra deste ano, quando mais de 4 mil carretas passaram a circular pelo cais (o dobro do movimento normal), a Codesp foi obrigada a criar vagas especiais para os autos ao redor de armazéns, em avenidas ou em terrenos portuários.

“Os caminhões vão poder ficar lá em cima e descer somente quando for necessário, evitando congestionamentos na área dos terminais”, expôs Pierdomenico.

A negociação também prevê a instalação de placas indicando o caminho para o porto, no trecho das rodovias que passam na Região Metropolitana de São Paulo, e outras, mostrando os acessos para as margens esquerda (Guarujá) e direita (Santos) no término da descida da Serra. Segundo o diretor da Ecovias, Hamilton Amadeo, é comum encontrar motoristas parando no acostamento das vias para pedir informações, correndo o risco de causar algum acidente. “Este é um perigo que iremos evitar”.

Também está sendo proposta a criação de um canal de comunicação direto entre a estatal e a concessionária. O serviço será essencial para desviar o trânsito de regiões com acidentes e programar a vinda dos veículos de carga. “Até agora, estávamos voltados para nossa missão principal, a duplicação da Imigrantes. Com essa etapa cumprida, vamos nos preocupar em melhorar a qualidade de nossos serviços”, explicou Amadeo.

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