O prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento, informou quarta-feira que assumirá no próximo dia 15 o Ministério dos Transportes. Há cerca de duas semanas, Nascimento havia se tornado o principal cotado para substituir o ministro Anderson Adauto e ontem (quinta-feira, 4) reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes já havia se reunido com o ministro da Casa Civil, José Dirceu. Segundo deixou claro, a prioridade de sua pasta será a recuperação das estradas para o escoamento da produção.

Durante a entrevista em que anunciou a aceitação do cargo, Nascimento disse que pretende gastar boa parte de seu tempo conhecendo as estradas e que a transição do cargo será tranquila, acrescentando que não haverá mudanças nas diretrizes de sua pasta.

Nos últimos 20 anos, Nascimento exerceu cargos nos governo do Amazonas e do Município de Manaus (foi secretários de pastas como Fazenda e Saúde), além de ter sido vice-governador e estar exercendo o cargo de prefeito daquela Capital pela segunda vez.

Alfredo Nascimento diz que será ministro do Brasil, e não do Amazonas

Em resposta aos mineiros, o prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento, que assume o Ministério dos Transportes no dia 15, disse nesta quinta-feira que será o ministro de todo o país, e não apenas de seu estado, o Amazonas. A indicação de Nascimento enfrentou forte reação da bancada mineira, do governador Aécio Neves e do vice José Alencar, que queriam manter um mineiro à frente do ministério alegando que o estado tem a malha viária do país.

– Sou ministro do Brasil, não serei ministro nem do Amazonas nem de Minas, serei ministro do Brasil. Estou aqui para representar o governo, não um partido – afirmou Nascimento.

O futuro ministro diz ter levado cópias de decisões judiciais que o inocentaram de supostas irregularidades cometidas no pagamento de precatórios trabalhistas, mas afirmou que Lula achou desnecessário ver os documentos, já que o governo faz esse tipo de averiguação antes da indicação. Nascimento disse ainda que, embora tenha recebido carta branca de Lula, não deve mudar ninguém no ministério.

Ao assumir a pasta, Nascimento provoca uma situação complexa na prefeitura de Manaus. Como seu vice renunciou para eleger-se vice na chapa do governador Eduardo Braga, o presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Alberto Carijó (PL), é quem assumirá o comando da prefeitura até que a Câmara eleja, em 15 dias, o novo prefeito. Nascimento escolhera seu secretário de Fazenda para assumir a prefeitura, mas Luiz Alberto Carijó lançou-se na disputa. Como se não bastasse, Eduardo Braga (PPS) lançou também seu vice, ex-vice de Nascimento, Omar Aziz (PFL).

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