A Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelou, nesta quinta-feira (05), como funcionava o esquema montado pelos quatro policiais da corporação que foram presos em São Caetano, no Agreste de Pernambuco, na última quarta (04), recebendo propina de sulanqueiros.

De acordo com o assessor Éder Rommel, os agentes Almir José de Carvalho, 54 anos, Carlos Roberto Cordeiro de Araújo, 53 anos, Carlos Manoel de Carvalho, 61 anos, e Sílvio Alberto de Farias Rêgo, de 60 anos, todos com mais de 28 anos de serviço na PRF, entravam em contato com empresas que deveriam ser fiscalizadas, preferencialmente aquelas que apresentavam problemas, e mediante pagamento, afirmavam que a vistoria não seria feita.

“Eles pediam uma quantia xis de dinheiro, por um determinado período, e não vistoriavam os ônibus. Quer dizer, o oficial tinha o benefício e a empresa também”, contou o assessor.

Rommel explica que a PRF lamenta a situação e, por isso, a própria corporação procurou impedir a pratica criminosa. “O prejuízo social é muito grande porque, no momento em que o policial deixa de fiscalizar um ônibus, poderão passar contrabando, entorpecentes, armas, foragidos da Justiça e o próprio veículo, que pode não estar em condições de uso e levar risco de morte para quem está neles”, disse, condenando a atitude dos colegas.

Os quatro policiais presos estão no Batalhão da Polícia Militar de Caruaru. Eles foram transferidos para a unidade pela Polícia Federal, que cuida do caso.

O assessor explicou que, para denunciar outros possíveis casos de corrupção, as pessoas devem procurar as corregedorias regionais da PRF, presentes em cada uma das superintendências do País. Rommel garantiu que os denunciantes serão protegidos e não sofrerão represálias. Em Pernambuco, a corregedoria fica no Edifício Ministro Djaci Falcão, Cais do Apolo, no centro do Recife. O telefone é o (81) 3425.9000.