Está em fase de acabamento o projeto de uma nova obra de asfaltamento em rodovia estadual na região norte de Mato Grosso. Dessa vez o projeto contempla a estrada Cruzeiro do Sul, ou MT-329, que foi estadualizada em 10 de março desse ano. A execução será por meio de uma parceria entre governo do Estado e membros da Associação dos Produtores da Estada Cruzeiro do Sul (Apecsul) e custará em torno de R$ 27,5 milhões.

De acordo com o presidente da entidade, Dalton Martini, em 20 dias a empreiteira contratada deve entregar o projeto.

A empresa já está fazendo o estaqueamento da estrada para conclusão do projeto, que será para a pavimentação de 110 km de estrada, do total de 185 km. A previsão dos produtores é iniciar os trabalhos em agosto desse ano e concluir a obra no fim de 2010. “Queremos trabalhar de abril a dezembro de cada ano para concluir tudo em três anos, mas isso dentro de uma previsão de entrada contínua de dinheiro porque se o orçamento for interrompido as obras também serão”.

O convênio para o governo arcar dom 50% dos custos da obra ainda não foi firmado, pois depende do projeto para tal.

Conforme a intenção da Apecsul, os produtores, todos situados às margens da rodovia, vão arcar com terraplanagem, base e sub-base, restando ao governo a pavimentação. “Independente de quando o convênio for firmado, nós já poderemos iniciar os trabalhos, porque a primeira parte da obra será de responsabilidade da associação”, explicou Martini. Segundo ele, a pavimentação da estrada irá beneficiar os municípios de Sinop – na região do assentamento rural Gleba Mercedes V -, Itaúba, Porto dos Gaúchos, Tabaporã, Nova Canaã do Norte e Juara.

O início do asfalto será no ponto conhecido como “Postinho da Cargil”, que fica a 40 km de Sinop, às margens da MT-220, que liga Sinop a Juara.

Para o asfaltamento, a rodovia será modificada em alguns pontos, retirando dois córregos e algumas curvas de sua extensão. Ela será pavimentada no sentido da MT-325, que liga os municípios de Juara e Alta Floresta. “A vantagem de fazer esse trabalho nessa estrada, e até porque acreditamos que ela será concretizada em três anos, é que não existem obstáculos, como grandes rios, onde deveriam ser construídas pontes. Existe apenas um córrego, onde poderemos fazer uma tubulação dupla para a passagem da água, o que também não vai encarecer a obra”, reforçou o presidente da Apecsul.

Ao todo 52 produtores já confirmaram a participação no projeto, sendo que cada um vai pagar R$ 80 por hectare de terra. No total a associação, hoje com 85 associados, vai arcar com R$ 13,7 milhões para o trabalho, que serão pagos em cinco anos para a empreiteira. “Esse é um momento bom do agronegócio. Esperamos que continue assim por muitos anos e que reviravoltas não aconteçam, como aquelas registradas em 2004 quando sofremos com umas das piores crises do setor”.

A Apecsul foi fundada em março de 2003 e hoje faz a manutenção da estrada com cascalhamento e patrolamento de toda a extensão, com os recursos de R$ 0,50 por hectare arrecadados dos produtores nas últimas chamadas de capital, o equivalente a R$ 120 mil por ano.