O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e diversas entidades paralisaram a BR 101, em São Mateus, ontem, durante quase uma hora. A manifestação tinha como alvo a Aracruz Celulose que, segundo os líderes do movimento, expulsou comunidades quilombolas para dar espaço às plantações de eucalipto no Norte do Estado.

A protesto teve momentos de grande tensão. Um deles ocorreu quando o motorista de um caminhão tentou furar o bloqueio, passando entre os manifestantes, colocando em risco a vida deles. Duas carretas tiveram seus pneus esvaziados. Um dos motoristas, Edvaldo Recla, 57 anos, contou que foi puxado para fora do carro e que o grupo ameaçou colocar fogo no veículo. Um dos dirigentes do MST, Ademilson Santos, negou o episódio.

Observação – As polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar acompanharam a manifestação sem intervenções, apenas desviando o tráfego, que passou a circular pelas pistas laterais. A resposta dada pela Aracruz, através de sua assessoria de imprensa, informa que a empresa “reconhece o direito democrático da população na realização de manifestações, mas lamenta que, sob o pretexto de protestar contra as atividades da empresa, os manifestantes tenham bloqueado a BR 101 Norte, causando transtornos para todos os usuários da rodovia e praticado atos de vandalismo que agridem a propriedade alheia”.

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