Os organizadores da marcha pela duplicação da BR-101 Sul pretendem reunir 6 mil pessoas hoje à tarde, no ato público que encerra a caminhada, no trevo de Palhoça/Santo Amaro da Imperatriz. Vereadores dos 24 municípios cortados pelo trecho não-duplicado da rodovia (17 deles em Santa Catarina) se revezaram na peregrinação, que começou em Osório (RS) no dia 10 de março e termina hoje em Palhoça, cobrindo quase 350 quilômetros de estrada. A manifestação que encerra a marcha vai fechar a rodovia entre às 16 e 18 horas, nos dois sentidos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) pede aos motoristas que evitem a BR-101 nesse horário.
O presidente da Câmara Municipal de Içara, Wagner Pizzetti (PDT) reafirmou ontem que os manifestantes podem interditar a rodovia por um tempo maior que o previsto, caso não seja marcada uma audiência com o presidente Lula. “Se até amanhã (hoje) não recebermos uma resposta, vamos entender isso como um descaso do governo federal e não vamos liberar a rodovia”, ameaçou Pizzeti. Eles planejam ainda fazer bloqueios de 24 horas em cada um dos municípios.
O deputado estadual Manoel Mota (PMDB) destacou o apoio recebido da população. “Em 13 anos de luta pela duplicação nunca houve um respaldo tão grande da comunidade quanto agora”, disse. Ontem, os manifestantes percorreram o penúltimo trecho da marcha, em Paulo Lopes, na Grande Florianópolis, até a divisa com Palhoça, na ponte sobre o Rio da Madre. A caminhada será retomada hoje, às 7 horas, e deve encerrar por volta das 15h30, depois de 33 quilômetros, no Trevo de Palhoça.
As bandeiras dos 24 municípios serão entregues ao governador Luiz Henrique da Silveira para que sejam levadas ao presidente. Mais de 30 ônibus vão trazer manifestantes dos municípios para o ato. Também está prevista a realização de um ato religioso para lembrar as vítimas da rodovia.

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