Cerca de 3 mil pessoas, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), paralisaram a rodovia BR-470 na última sexta, dia 5, em Pouso Redondo, no Alto Vale do Itajaí.

Durante 30 minutos foram ocupadas a pista e o acostamento no km 174 da rodovia, em protesto por melhores condições para pedestres e motoristas na estrada.

Funcionários e donos de 17 empresas da área industrial da cidade organizaram a paralisação.

Pedidos por reparo no asfalto, nos acostamentos e controle de velocidade no trecho entre o Distrito de Aterrado, no km 170, e o acesso a Taió, no km 177, foram as principais reivindicações.

O inspetor-chefe da 4ª Delegacia da PRF, em Rio do Sul, Manoel Fernandes Bitencourt, diz que o movimento foi pacífico e que os manifestantes distribuíram panfletos para os motoristas.

Supervisionada pela PRF, a paralisação gerou dois quilômetros de congestionamento de cada lado da via. O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, Volnei Luiz Henn, apóia a iniciativa.

– A BR-470 hoje é um corredor de escoamento do Mercosul e não há uma contrapartida do governo – disse Henn.

O engenheiro João José Vieira, chefe do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) na região, disse que conhece as solicitações da comunidade.

– Estivemos reunidos com as lideranças em outubro – afirmou Vieira.

O engenheiro lembra que na ocasião não havia perspectivas de obras.

– Hoje temos um contrato e só dependemos de liberação de verbas federais – disse Vieira.

Os recursos, segundo o engenheiro do Dnit, estão previstos para ser liberados em março.

– Assim que isso acontecer vamos iniciar os trabalhos – afirmou Vieira.

As obras prioritárias no trecho são a construção de uma rotatória na localidade de Aterrado Torto e tratamento na área urbana da rodovia, incluindo colocação de meio-fio, calçadas, sinalização e melhora do acostamento.

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