Seis pessoas foram presas na madrugada de ontem pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no posto do Km 258 da Rodovia Presidente Dutra, no Roma I, com 95 kg de maconha. Os 101 tabletes da droga estavam escondidos nas laterais e nas caixas de som do Tipo cinza, placa BUM-5770, do Paraná, no qual viajavam Daniel Martins Ferreira, de 23 anos, e Priscila Herreira Aranda, de 22. O carro da dupla era escoltado pelo Escort, placa BOC-5474, onde se encontravam Angelita de Moraes, de 34 anos; Sílvio dos Santos Pimentel (20); Agnaldo Mota Santos (42); e Fábio Pita Moirinho (26).

Um dos integrantes da quadrilha contou na 93 DP (Volta Redonda) que eles ganharam R$ 600 de um estranho para transportar a droga de São Paulo para o Rio. Só este ano, a PRF já apreendeu no trecho da Via Dutra, entre Piraí e Itatiaia, 2,1 toneladas de maconha. A maior apreensão (1,5 ton de maconha) foi apreendida no mesmo posto, uma semana antes do Carnaval, num caminhão carregado com farelo. Junto com a droga, também eram transportados 1,5 mil frascos de lança perfume.

GREVE – A paralisação por tempo indeterminado da Polícia Federal, iniciada ontem, obrigando que os seis suspeitos de tráfico e os 95 Kg de maconha fossem levados para a 93 DP e não para a Delegacia Regional da Polícia Federal de Nova Iguaçu, não deverá atrasar a inauguração da delegacia da PF de Volta Redonda, prevista para o fim deste mês. Segundo Artur Salhab, encarregado do desenvolvimento do projeto, a greve deverá ter curta duração. Cerca de 90% do efetivo da PF aderiram à greve, segundo a categoria.

Os policiais, que ganham salário de nível médio, querem salários equivalentes aos dos servidores federais com formação superior.

Delegado autuou os seis por tráfico de drogas

O delegado da 93 DP, Hermano Augusto Rocha, autuou ontem no tráfico de drogas e na associação ao tráfico, as seis pessoas que transportavam 95 quilos de maconha prensada. Nenhum dos suspeitos revelou para quem entregariam os entorpecentes na cidade do Rio de Janeiro, para onde estavam indo, quando foram detidos por inspetores da Polícia Rodoviária Federal, na Rodovia Presidente Dutra, no Roma I. Todos os presos moravam no bairro Galo Branco, em São José dos Campos (SP).

Na DP, os suspeitos não quiseram depor, alegando o direito constitucional de apenas se pronunciarem na Justiça. As duas mulheres presas que integravam a quadrilha, Priscila Herrera, de 22 anos, e Angelita de Morais, de 34 anos, foram transferidas para a Casa de Custódia de Mesquita (Baixada Fluminense), onde ficam mulheres detidas na região do Médio Vale do Paraíba.

O policial rodoviário Cetínio Flávio Bruno explicou que o mecânico Daniel Martins Ferreira e a empregada doméstica Priscila, ambos de 22 anos, foram os primeiros a serem detidos. O casal estava no Fiat Tipo cinza, placa BUM-5770 (SP).

– Eles (casal) disseram que não sabiam para quem entregariam as drogas, que estavam no porta malas do Fiat Tipo, embrulhadas num papel laminado. O restante da maconha prensada estava escondida na forração do banco traseiro e nas laterais do veículo. Disseram apenas que a maconha vinha de São Paulo com destino ao Rio, e que receberam R$ 600 para entregá-las – contou o policial, em seu depoimento na 93 DP.

Cetínio disse que, quando fiscalizava o Fiat Tipo, tocou o aparelho celular que estava com Priscila. “Ouvi ela perguntar “onde vocês estão?”. A partir daí desconfiei que tinham outras pessoas envolvidas”, disse o policial.

Segundo o policial rodoviário, Daniel acabou confessando que um Escort vermelho, com quatro ocupantes, com placa de São José dos Campos, estava na frente do Fiat Tipo como “batedor”. O Escort BOC-5474 foi localizado num posto de venda de combustível, em Piraí.

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