Os organizadores da marcha pela duplicação da BR-101, trecho Sul, prometem radicalizar as ações, caso a reivindicação não seja atendida: vão fechar a rodovia durante 24 dias. Um dia para cada um dos 24 municípios localizados entre Palhoça, na Grande Florianópolis, e Osório (RS). A informação foi dada ontem durante entrevista coletiva dos organizadores da marcha na Assembléia Legislativa.
Presentes ao encontro o deputado estadual Manoel Mota e os vereadores Vagner Pizzetti e Jucemar Costória, que presidem as câmaras de Içara e Sombrio, respectivamente. Na ocasião, fizeram balanço positivo dos 23 dias da caminhada que termina hoje em Palhoça e iniciada no dia 23 de março, em Osório.
No percurso, os manifestantes receberam apoio da população, lideranças parlamentares e prefeitos, além de dirigentes de entidades empresariais dos 17 municípios de Santa Catarina e dos sete do Rio Grande do Sul. Os veículos de comunicação dessas cidades também marcaram presença, cobrindo e respaldando a caminhada perante o conjunto das populações.
A jornada termina hoje, às 15h30, no ponto que separa o trecho duplicado do que falta duplicar – o trevo de acesso a Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça, onde os manifestantes serão recebidos pelo vereador Otávio Martins Filho. No local, será realizado um ato ecumênico, com a presença de vereadores, deputados e até do governador Luiz Henrique da Silveira, conforme previsto até o final da tarde de ontem.
Os organizadores da marcha estão convencidos da necessidade de ser mantida a pressão sobre o governo federal, pois são muitas as demandas por infra-estrutura viária nos Estados brasileiros. Além disso, o BID condiciona a liberação de 60% do total do custo da duplicação à adoção de algumas medidas na parte duplicada, como a instalação de postos de cobrança de pedágio e de balanças de pesagens dos caminhões de cargas.

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