Operação: Aço que havia sido roubado na Dutra é recuperado

Peritos da 99 DP Legal (Itatiaia) começam hoje a periciar os três computadores apreendidos numa empresa em São Paulo, na madrugada de ontem. A firma pertence a um apontado pela polícia como suspeito de chefiar uma quadrilha de roubo de carga no eixo entre Viena (ES) e a capital paulista. O empresário, que está foragido, é dono da carreta Scania, placa BUD-4039, apreendida sexta-feira passada, logo após seu motorista ter tentado registrar um falso roubo de carga na delegacia de Itatiaia.

Ele confessou ter entregue a carreta com 25 toneladas de perfis e barras trefiladas de aço a David Figadoli, já preso, na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia, onde, oito horas depois, recebeu o veículo de volta, vazio, e foi à delegacia registrar o falso roubo. A carga estava avaliada em R$ 47 mil. O material descarregado na Penha, zona oeste de São Paulo, foi recuperado e levado ontem para a delegacia de Itatiaia, juntamente com os computadores e documentos recolhidos na empresa paulista.

Entre a papelada recolhida, os policiais da 99 DP encontraram três notas de venda de 60% da carga de aço levada sexta-feira passada. O material foi vendido por R$ 19,9 mil.

O delegado conseguiu falar com o empresário pelo telefone celular, na tarde de domingo, mas o empresário disse que só se entregará acompanhado do advogado dele. Tanto ele como dois motoristas vão responder por formação de quadrilha, roubo, falsa comunicação de crime, falsidade ideológica e sonegação fiscal. Com as informações contidas nos computadores, a polícia espera obter detalhes dos outros três roubos de carga ocorridos na região de Itatiaia.

Segundo Robson Luiz Marques, um dos motoristas, ao depor para o diretor do Núcleo de Roubo e Furto de Carga (Barra Mansa), David Figadoli teria feito outros desvios de carga. Em novembro do ano passado, David teria sido obrigado a tirar uma nota fiscal em seu próprio nome. O de David dera problema. Tratava-se de uma carga de bobinas procedentes de Santos para um cliente em São Paulo, que foi descarregada no depósito da Windnox.

Um mês depois, David assumiu o volante da carreta na chegada de São Paulo, deixando esperando num bar. A descarga também teria sido feita no depósito do empresário paulista. Uma outra viagem suspeita, segundo Robson, foi a que ele fez em companhia de David conduzindo bobinas de Timóteo (MG) para Diadema (SP). Robson não sabe o destino das bobinas.

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