SÃO PAULO – Começam no dia 15 de agosto os serviços 24 horas aos usuários das rodovias Régis Bittencourt e Fernão Dias. A concessionária Autopista, que passa a administrar a Rodovia Régis Bittencourt, usará cabines de pedágio pré-moldadas para conseguir começar a cobrar pedágio assim que a ANTT atestar o fim das obras emergenciais.

O contrato de concessão foi assinado em 14 de fevereiro. A partir de 15 de agosto, se os serviços estiverem prontos, o pedágio poderá começar a ser cobrado. A maior praça de cobrança será em Itapecerica da Serra, com 28 cancelas. O valor do pedágio na data do leilão foi de R$ 1,36, mas ele será corrigido pelo IPCA e a tarifa deve ficar perto de R$ 1,40, segundo estima a concessionária.

– Já há condição de segurança na Régis Bittencourt – garante Eneo Palazzi, superintendente da Autopista, concessionária da rodovia nos próximos 25 anos, segundo prevê o contrato assinado com o governo federal.

A intenção da Autopista é passar a concorrer com a Rodovia dos Imigrantes para levar os motoristas até Peruíbe ou Praia Grande, passando pela estrada da Banana. Palazzi afirma que a distância é a mesma pelos dois caminhos (cerca de 120 km), mas o pedágio da Autopista será bem mais baixo. O custo será em torno de R$ 3 pela Régis, contra uma tarifa de R$ 17 na concorrente.

Palazzi reconhece, no entanto, que apenas após a duplicação da pista no trecho de serra, prevista para daqui a 4 anos, os motoristas verão de fato a Régis como alternativa de caminho para a Baixada Santista. O trecho de serra é de 30 km, contra 13km na Imigrantes.

Menos buracos, mais acidentes

Palazzi explica que três trechos da rodovia receberam tratamento prioritário por estarem em piores condições – Serra Barra do Azeite, Miracatu e Serra do Cafezal, onde os caminhões já conseguem trafegar na terceira faixa, abrindo caminho para os automóveis. Segundo ele, as crateras do asfalto já foram tampadas, mas, em alguns casos, ainda restam “calombos” no asfalto a serem corrigidos.

– Isso ainda aborrece o usuário, mas já não há o perigo de perda de controle do veículo, como ocorria com os buracos – diz ele.

Com tráfego de cerca de 20 mil veículos por dia, pelo menos 70% deles caminhões, a Régis Bittencourt corre o risco, porém, de não se livrar da pecha de “rodovia da morte”. Palazzi explica que imediatamente após a reforma do asfalto das rodovias, o número de acidentes aumenta, no lugar de diminuir. A razão, segundo ele, é que o motorista passa a trafegar em velocidade mais alta e com menos atenção, já que a pista deixa de ser esburacada.

– Infelizmente, num primeiro momento o número de acidentes aumenta – diz ele.

O superintendente da Autopista informa que a partir de 15 de agosto já estarão a serviço dos usuários 12 guinchos de grande porte, capazes de retirar cargas acima de 100 toneladas, além de 14 ambulâncias a serem acionadas em caso de acidente e resgate mecânico. Ao longo da Régis, nove pontos de apoio foram criados para o serviço. Os telefones de SOS usuário só devem ser instalados a partir de março de 2009, junto com as câmeras de monitoramento, que exigem cabeamento ao longo da rodovia.

Hoje, são constantes os tombamentos de caminhões e acidentes na Régis, que costuma ficar horas interditada para retirada de veículo e de carga da pista. Os congestionamentos de 30 km são rotineiros. Agora, diz Palazzi, o guincho deve demorar no máximo 20 minutos para chegar ao local do acidente e iniciar o desbloqueio da rodovia.

Responsável também pela concessão da Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, a OHL informa que os serviços aos usuários também começam em 15 de agosto, com 12 bases de apoio ao longo da rodovia. Serão 12 ambulâncias de resgate e seis de suporte avançado. O número de guinchos chegará a 15. Na Fernão Dias, o valor contratado de pedágio no leilão de concessão foi de apenas R$ 0,99 – menos de um real, o menor do país. Este valor também sofrerá reajuste pelo IPCA acumulado de junho de 2007 até um mês antes do início da cobrança.

Veja a localização das praças de pedágio na Régis Bittencourt:

km 296 – Itapecerica da Serra
km 368 – Miracatu
km 426 – Juquiá
km 485 – Cajati
km 542 – Barra do Turvo
km 56 – Campina Grande do Sul