Morreram 48 pessoas, entre 15 de dezembro de 2003 e 3 de março deste ano, nas estradas federais de Mato Grosso, algumas delas já conhecidas como “rodovias da morte”.

Este número de óbitos representa um aumento de 41% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, época em que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) desenvolve a “Operação Férias de Verão”.

Entre 15 de dezembro de 2002 e 3 de março de 2003, morreram 34 pessoas em estradas federais de Mato Grosso. Número que também é considerado elevado.

Este aumento, considerado preocupante pelo chefe do Núcleo de Comunicação Social da PRF, Vanderlei Munhoz, segundo ele, se deve a dois principais motivos: o grande volume de chuvas e o péssimo estado de conservação das estradas.

Se os registros de óbitos já são considerados elevados e mais importantes pela questão óbvia de representarem perda de vidas, mais alarmantes são os números de acidentes. Na última operação, foram 699 acidentes, deixando um saldo de 402 feridos, que podem ter tido desde arranhões até traumatismo craniano. Na operação anterior, 560 acidentes atingiram 285 pessoas.

As águas dos temporais, além de tirarem a visibilidade dos motoristas – principalmente dos que se recusam a parar até que a natureza “se acalme” – também provocam um fenômeno conhecido como aquaplanagem.

“Trata-se de um acúmulo de água sobre a pista e o carro, quando passa por ela, dá uma planada e, ao frear, não encontra chão”, explica Munhoz.

Em se tratando de estradas ruins, Munhoz coloca a BR-163 no topo da lista das piores, principalmente por conta do episódio recente de desbarrancamento da mesma, deixando boa parte das cidades do Nortão totalmente ilhadas.

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